O governo Temer e a educação brasileira: razões para não esquecer o decenário do golpe de 2016
DOI:
https://doi.org/10.17058/rea.33.20413Palavras-chave:
golpe de Estado, neoliberalismo, privatização, reformas educacionaisResumo
Situado no âmbito da História da Educação, o presente artigo considera o decenário do golpe de Estado que depôs Dilma Rousseff da Presidência da República e analisa o legado de Michel Temer, seu sucessor, para a educação brasileira. Reconhece a natureza ultraliberal do projeto político colocado em prática a partir de 2016, a fim de identificar as ações do Executivo Federal que determinaram as políticas educacionais no país naquela conjuntura, cujas consequências negativas persistem até a atualidade. No primeiro momento, discute-se a austeridade fiscal que impediu o cumprimento do Plano Nacional de Educação (2014-2024). No segundo momento, demonstra-se o caráter privatista da autoridade administrativa e do Ministério da Educação em particular. No terceiro momento, destaca-se o autoritarismo como modus operandi do governo Temer, que reprimiu e silenciou as organizações de representação popular para beneficiar o mercado educacional. Conclui-se que, a despeito das mudanças ocorridas na última década, o projeto político educacional acionado por Temer continua atuante. As fontes - leis, decretos, diretrizes, emendas constitucionais, artigos científicos e de opinião - são analisadas à luz do materialismo histórico-dialético.
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