Cenário Epidemiológico da Doença de Chagas Aguda no Brasil (2007-2022)
DOI:
https://doi.org/10.17058/reci.v16i.20287Palavras-chave:
DATASUS, Trypanosoma cruzi, Brasil, SINANResumo
Justificativa e Objetivos: Descrever a epidemiologia da Doença de Chagas Aguda (DCA) no Brasil por meio das variáveis sociodemográficas/clínicas entre 2007 e 2022. Métodos: Estudo epidemiológico com dados secundários do SINAN/DATASUS, no período de 2007 a 2022. As variáveis foram evolução, critério de confirmação, faixa etária, local provável de infecção, região de residência, ano/mês/região de notificação, sexo, escolaridade, provável modo de infecção, raça, gestante e Unidade Federativa de residência. As estimativas da população foram coletadas a partir do DATASUS.Resultados: Houve 4.019 casos de DCA, sendo n= 3.791 confirmados por exames laboratoriais, e a prevalência nacional foi de 0,124/100.000 habitantes. As regiões Norte e Nordeste totalizaram 98,28% dos casos. A maioria dos casos ocorreu em indivíduos do sexo masculino, e a faixa etária mais afetada foi 20-39 anos. No Norte e Nordeste, a via oral foi o modo de infecção mais comum. Quanto à raça, predominaram os casos em indivíduos pardos. Em 3.134 casos o domicílio foi o local provável de infecção. O período com maior número de registros foi entre os meses de agosto e dezembro, bem como nos anos de 2018, 2019 e 2022. Quanto à infecção durante a gravidez, houve registros em todos os trimestres. A maioria dos pacientes sobreviveram. Conclusão: A DCA continua sendo uma grave preocupação para a saúde púbica, principalmente devido a sua fase crônica, durante a qual os pacientes apresentam a maioria das complicações fatais.
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