Políticas e sentidos de desamparo e desesperança em profissionais da educação básica
DOI:
https://doi.org/10.17058/rea.34.21061Palavras-chave:
Condições de trabalho, Pesquisa (Auto)Biográfica, Educação municipalResumo
Este artigo analisa os sentidos de desesperança e desamparo de profissionais da educação básica municipal de Presidente Prudente-SP, no contexto das políticas educacionais e das condições de trabalho. A pesquisa, de abordagem qualitativa, seguiu o referencial epistemetodológico da Pesquisa (Auto)biográfica e foi realizada por meio de entrevistas narrativas com profissionais, atuantes em diferentes cargos públicos. A análise revela sentidos de desamparo e desesperança, em relação às seguintes unidades temáticas: burocratização e fragmentação do trabalho; conformismo; fuga do exercício profissional; fragilização da formação contínua; exposição e discriminação por questões de gênero; falta de valorização de conquistas históricas para a carreira e de experiências bem sucedidas. Conclui-se que esses sentidos, ainda que invisíveis frente aos desafios impostos pela alienação e desumanização das atuais formas neoliberais de conceber o trabalho educativo, são essenciais para a reflexão crítica no delineamento das políticas educacionais e consequentemente melhoria das condições objetivas de valorização dos profissionais na educação básica pública.
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