Precarização docente e uso das plataformas digitais na rede pública paulista

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17058/rea.34.21053

Palavras-chave:

Letramento literário, Tecnologias digitais

Resumo

O artigo analisa a reconfiguração da escola pública paulista a partir da imposição de uma racionalidade técnica que privilegia o controle e a performance em detrimento do potencial emancipador da educação. Sob a perspectiva de Foucault e Freire, revela-se como ênfase na inovação tecnológica e transforma o professor em mero operador de plataformas digitais, enquanto o aluno em sujeito submetido a rotinas padronizadas, gerando corpos dóceis e silenciando vozes críticas. As políticas educacionais recentes, baseadas em métricas quantitativas, currículos homogeneizados e gamificação acrítica, agravam desigualdades ao ignorar as diversidades socioculturais e suprimir o diálogo pedagógico genuíno. Ao impor o uso descontrolado de ferramentas digitais, retira-se a autonomia docente e compromete a criticidade discente. Nesse enfoque, a leitura é compreendida como prática social, ética e política, capaz de restituir ao professor o papel de mediador crítico e ao aluno a capacidade de construir sentidos coletivos. Assim, a tecnologia deixa de ser instrumento de vigilância para tornar-se aliada quando mediada com intencionalidade pedagógica, promovendo autonomia, reflexão e resistência. O texto reafirma, portanto, a educação como experiência humanizadora, comprometida com a justiça social, a formação integral e a leitura crítica do mundo, em oposição aos mecanismos de controle que ameaçam a liberdade pedagógica.

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Biografia do Autor

  • Giselle Larizzatti Agazzi, Universidade Metropolitana de Santos

    Bacharel em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (1992) e Licenciada em Letras pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (1994). Mestre em Letras, em Literatura Brasileira, pela Universidade de São Paulo (1998); doutora em Letras, em Literatura Brasileira, pela Universidade de São Paulo (2004); doutora em Letras, em Língua, Cultura e Literatura Italianas, pela Universidade de São Paulo. Tem experiência na Educação Básica pública e privada de 1990 até 2023; atua na Educação Superior, desde 1999, nos cursos de Licenciatura, Administração e Psicologia. Desde 2024, é professora do Mestrado Profissional da Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) em Práticas Docentes no Ensino Fundamental / Linha de pesquisa: Inclusão, diversidade e direitos humanos no ensino fundamental. Atua principalmente em ensino; interculturalidade crítica e diversidade cultural, educação inclusiva.

  • Elisete Gomes Natário, Universidade Metropolitana de Santos

    Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1988), mestrado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1994) e doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2001). Professora na graduação da Universidade Católica de Santos e docente (em licença) do Programa de Mestrado Profissional: Práticas Docentes no Ensino Fundamental da Universidade Metropolitana de Santos. Tem experiência na área de Psicologia e Educação, com ênfase em Formação Docente, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino aprendizagem, pesquisa, psicologia e educação

  • Leni Angeli Vale de Lima Muniz, Universidade Metropolitana de Santos

    Mestranda no Programa de Mestrado Profissional em Práticas Docentes no Ensino Fundamental - Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES). Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional e em Neuropsicopedagogia Clínica, Institucional e Educação Especial Inclusiva - Faculdade Paulista de Serviço Social de São Caetano do Sul. Graduada em Pedagogia com Gestão Escolar - FAPI-Faculdades de Pinhais, e Licenciada em Letras (Inglês) - Faculdade de Educação, Ciências e Letras Don Domênico. Professora de Inglês no Ensino Fundamental II pela Prefeitura Municipal de Praia Grande e professora de Língua Portuguesa pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo

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Publicado

14-08-2026

Edição

Seção

v. 34 (2026) Valorização, trabalho e formação docente na Educação Básica: perspectivas teóricas, políticas e contextos

Como Citar

Larizzatti Agazzi, G., Gomes Natário , E. ., & Angeli Vale de Lima Muniz, L. (2026). Precarização docente e uso das plataformas digitais na rede pública paulista. Reflexão E Ação, 34. https://doi.org/10.17058/rea.34.21053