Entre a proletarização e a resistência: trabalho docente na educação 4.0
DOI:
https://doi.org/10.17058/rea.34.20980Palavras-chave:
Trabalho Docente, Educação 4.0, Proletarização, Resistência, Valorização ProfissionalResumo
O ensaio analisa criticamente os processos de intensificação, precarização e proletarização do trabalho docente na Educação 4.0, mostrando como tecnologias e reformas neoliberais aprofundam controle, padronização e perda de autonomia pedagógica, convertendo a docência em atividade fragmentada e subordinada ao mercado. Ao mesmo tempo, evidencia que a dimensão intelectual do magistério persiste como espaço de disputa e resistência. A partir de Marx, Engels, Freire, Giroux, Apple e Ciavatta, defende-se o/a professor/a como intelectual crítico/a, capaz de tensionar modelos hegemônicos. Conclui-se que a valorização docente exige reconhecer a docência como prática social, política e emancipatória, e que a resistência coletiva é central frente à captura tecnocrática da Educação 4.0.
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