Entre a proletarização e a resistência: trabalho docente na educação 4.0

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.17058/rea.34.20980

Palabras clave:

Trabalho Docente, Educação 4.0, Proletarização, Resistência, Valorização Profissional

Resumen

O ensaio analisa criticamente os processos de intensificação, precarização e proletarização do trabalho docente na Educação 4.0, mostrando como tecnologias e reformas neoliberais aprofundam controle, padronização e perda de autonomia pedagógica, convertendo a docência em atividade fragmentada e subordinada ao mercado. Ao mesmo tempo, evidencia que a dimensão intelectual do magistério persiste como espaço de disputa e resistência. A partir de Marx, Engels, Freire, Giroux, Apple e Ciavatta, defende-se o/a professor/a como intelectual crítico/a, capaz de tensionar modelos hegemônicos. Conclui-se que a valorização docente exige reconhecer a docência como prática social, política e emancipatória, e que a resistência coletiva é central frente à captura tecnocrática da Educação 4.0.

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Biografía del autor/a

  • Nilcélio Sacramento de Sousa, Universidade Federal do Tocantins

    Doutor em Educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Professor Adjunto na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino em Ciências e Saúde (PPGECS). Membro e líder do Grupo de pesquisa ATRAVESSAMENTOS (Capes/UFT). Realiza estudos na área da Educação, com foco em formação docente, narrativas, diferenças, gêneros, sexualidades em perspectivas interseccional e currículo.

  • Erlando da Silva Rêses, Universidade de Brasília

    Doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB) e Pós-doutor em Educação pela Universidade de Londres. Professor associado da Faculdade de Educação (FE) da UnB e docente no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UnB). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Materialismo Histórico-Dialético e Educação (CONSCIÊNCIA). Desenvolve projetos de pesquisa e extensão com foco em Sociologia da Educação, Educação de Jovens e Adultos (EJA), trabalho docente e interseções de gênero, raça e classe.

  • Natália Cristina Corrêa Castelo Branco, Universidade Federal Fluminense

    Doutora em Ciências Jurídicas e Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito (PPGSD/UFF) e Mestra em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais (ENCE/IBGE), com pós-doutorado em andamento. Atua como pesquisadora no Laboratório de Políticas Públicas, Governação e Desenvolvimento Regional (LADER/UFF), no Núcleo Interdisciplinar sobre Natureza e Humanidade (NINAH/UFF) e no Grupo de Pesquisa ATRAVESSAMENTOS (CNPq/UFTO). Desenvolve pesquisas empíricas com foco em políticas públicas, desenvolvimento territorial, desigualdades sociais e justiça socioambiental.

Publicado

2026-10-16

Número

Sección

v. 34 (2026) Valorização, trabalho e formação docente na Educação Básica: perspectivas teóricas, políticas e contextos

Cómo citar

Sacramento de Sousa, N. ., da Silva Rêses, E., & Corrêa Castelo Branco, N. C. (2026). Entre a proletarização e a resistência: trabalho docente na educação 4.0. Reflexão E Ação, 34. https://doi.org/10.17058/rea.34.20980