E se a didática fosse decolonial?
DOI:
https://doi.org/10.17058/rea.34.20854Palavras-chave:
Didática, Decolonialidade, InterculturalidadeResumo
O objetivo deste texto é apresentar elementos para a construção de uma Didática na perspectiva Decolonial, pautada na Interculturalidade Crítica, a partir de uma prática pedagógica baseada na perspectiva da Pretagogia (Petit, 2016). A metodologia escolhida é a autoetnografia (Santos, 2017) apoiada pela análise episódica proposta por Kilomba (2019). São apresentados e analisados os desdobramentos de uma atividade realizada na disciplina Didática oferecida a uma turma de uma universidade pública federal no ano de 2024. O trabalho com os marcadores de africanidade nos ofereceu pistas necessárias para refletir sobre os próximos passos de uma didática que contemple as culturas afro-brasileiras e indígenas de maneira a considerá-las como elementos obrigatórios para a discussão sobre todo o processo de ensino-aprendizagem, objeto da Didática. Refletimos também que a Didática que defendemos deve desvelar os mecanismos da colonialidade que impregnam a educação, incomodando-os, fortalecendo a efetivação de relações educativas mais igualitárias e plurais.
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