Ser e estar professora a partir da trajetória docente de uma normalista
DOI:
https://doi.org/10.17058/rea.v33i1.19549Palavras-chave:
Normalista. Ser professora. Trajetória docente. Narrativas.Resumo
O presente estudo tem como proposta abordar alguns aspectos da trajetória da professora normalista, Evane Santos Ferreira, formada no Curso Normal Regional Santa Teresinha em Imperatriz, Maranhão. A intenção é refletir a respeito da sua constituição, enquanto profissional do magistério, desde a escolha da profissão até sua inserção e permanência na docência. Apresentaremos as percepções da professora eleita a respeito do exercício da docência primária e a presença da mulher nessa profissão, principalmente nos primeiros anos de escolarização. Serão apresentadas ainda as suas experiências enquanto docente nesse nível de ensino. Para este texto foram utilizados alguns elementos da história oral trazidos por Paul Thompson (2002) e o conceito de memória a partir de Ecléa Bosi (1994). A entrevista realizada foi do tipo semiestruturada e teve como intencionalidade reaver as memórias construídas ao longo da trajetória pessoal, formativa e profissional da entrevistada enquanto docente. Percebemos, por meio do presente estudo, que o ser e estar professora foi sendo construído de forma pessoal e coletiva, por meio das experiências pessoais e no interior dos grupos sociais da normalista entrevistada. É possível dizer também que, em relação ao exercício do magistério, as concepções e percepções que concebem o sexo feminino enquanto dotado das atribuições necessárias para lidarem com crianças pequenas foram aspectos que se fizeram presentes também nas falas da entrevistada. Tal fato, presente ainda em muitos discursos e nas relações nos espaços escolares, acaba perpetuando uma série de símbolos e representações sobre a profissão docente, principalmente na educação infantil e anos iniciais.
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