Diagnóstico e intervenção precoce em crianças com TEA: uma ótica interdisciplinar
DOI:
https://doi.org/10.17058/psiunisc.v9i.18875Palavras-chave:
transtorno do espectro autista, eficácia coletiva, intervenção educacional precoce, diagnóstico precoceResumo
Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado pela dificuldade na comunicação, interação social e padrões comportamentais restritos e repetitivos. É decisivo que o diagnóstico seja feito precocemente e que a criança receba intervenções para desenvolver áreas com dificuldades. A intervenção precoce é importante devido à neuroplasticidade, que favorece o desenvolvimento infantil quando as intervenções são aplicadas cedo. No entanto, o diagnóstico e o tratamento devem ser abordados por uma equipe de profissionais que trabalham em conjunto e facilitam a fluidez do cuidado. Além da equipe, os pais ou responsáveis desempenham um papel crucial no tratamento, e seu engajamento é essencial, devendo estar alinhados com a equipe. Objetivos: Este estudo foi desenvolvido a partir da seguinte questão de pesquisa: como a equipe interdisciplinar compreende o diagnóstico e propõe intervenções para crianças diagnosticadas precocemente com TEA?, com o objetivo de analisar as percepções e o planejamento de intervenções realizadas por uma equipe interdisciplinar, frente a crianças diagnosticadas precocemente com TEA. Método: A investigação teve abordagem qualitativa e utilizou um questionário semiestruturado, elaborado na plataforma Google Forms, aplicado a profissionais de uma clínica privada especializada no atendimento a crianças com TEA. Os dados foram analisados através da análise de conteúdo. Resultados: Os participantes reconheceram a importância do diagnóstico e das intervenções precoces para um melhor prognóstico, destacando a relevância do trabalho interdisciplinar. Também foram identificadas diferenças entre os processos de diagnóstico e tratamento nas redes pública e privada, apontando desigualdades estruturais. Conclusão: Os achados reforçam que o diagnóstico e as intervenções precoces são determinantes para o desenvolvimento global da criança com TEA. Além disso, evidenciam que o trabalho conjunto entre equipe interdisciplinar e família contribui para resultados terapêuticos mais efetivos e para o avanço do conhecimento sobre práticas integradas de cuidado infantil.
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