Experiência de monitoramento terapêutico da vancomicina em pacientes com e sem hemodiálise em um hospital de médio porte no Sul do Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17058/reci.v16i.20618

Palavras-chave:

Diálise renal, Índice terapêutico, Medicamento, Vancomicina

Resumo

Justificativa e Objetivos: A vancomicina é um antibiótico glicopeptídico amplamente utilizado em ambientes hospitalares para o tratamento de infecções graves causadas por bactérias Gram-positivas resistentes, especialmente Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA). Devido à sua estreita janela terapêutica e à elevada variabilidade farmacocinética interindividual, o monitoramento terapêutico de fármacos (MTF) é essencial para garantir eficácia e segurança. Avaliar as práticas locais de MTF da vancomicina em um hospital de médio porte do sul do Brasil, comparando pacientes com e sem necessidade de hemodiálise e identificando falhas na obtenção de níveis terapêuticos. Métodos: Estudo retrospectivo realizado entre outubro de 2023 e outubro de 2024, envolvendo pacientes adultos internados e tratados com vancomicina. Os participantes foram categorizados em quatro grupos conforme o status dialítico e a realização do MTF. Resultados: Foram incluídos 33 pacientes, dos quais 19 realizaram MTF; apenas seis atingiram concentrações terapêuticas (15–20 mg/L) em algum momento do tratamento. Todos os pacientes do grupo hemodiálise com monitoramento (HDV) apresentaram níveis supraterapêuticos na primeira mensuração (média: 33,7 mg/L), revelando falhas críticas nas estratégias empíricas de dosagem. No grupo sem diálise com monitoramento (NDV), observou-se elevada variabilidade nas concentrações iniciais (média: 26,3 mg/L; CV: 40%), e poucos alcançaram a exposição ideal. Conclusão: Os resultados evidenciam deficiências no manejo da vancomicina, especialmente pela dependência de dosagens empíricas e do monitoramento baseado apenas em concentrações de vale. A implementação de fluxos estruturados de MTF, conduzidos por farmacêuticos clínicos e baseados em AUC/MIC, integrados ao prontuário eletrônico, é fundamental para otimizar a terapia e reduzir a toxicidade.

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Biografia do Autor

  • Guilherme Raimundo, Universidade Federal de Santa Catarina

    Farmacêutico, graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Durante a graduação me dediquei em agregar experiências em distintas áreas de atuação do farmacêutico, exercendo as atividades de estagiário no Hospital Universitário no setor de Bioquímica do Laboratório de Analises Clinicas e na Unidade de Analises Físico Química de Medicamentos (FQMED) do Laboratório Central de Analises (LACEN). Participei de monitorias voluntárias a fim de obter um maior compreendimento da disciplina e aperfeiçoamento do conhecimento obtido já no semestre que foi cursado, além de Projeto de Pesquisa com Óleos essenciais e plantas medicinais relacionado a variação sazonal e atividade biológica do óleo essencial.

  • Helena Cimahosti, Mestrado Profissional em Farmacologia, Departamento de Farmacologia, Centro de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil

    Graduada em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Católica de Pelotas (1998), Mestre (2001) e Doutora (2005) em Ciências Biológicas (Bioquímica) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (doutorado-sanduíche no Florey Institute of Neuroscience and Mental Health, Universidade de Melbourne, Austrália, 2003 - 2004). Pós-doutorado na Universidade de Bristol, Reino Unido (2006 - 2009), como bolsista Marie Curie e subsequentemente pesquisadora associada. De 2010 a 2014 atuou como Lecturer in Pharmacology da Universidade de Reading, Reino Unido. Sabático de pesquisa na Universidade de Kyoto, Japão (Jun-Set 2012). Desde 2015 é Professora Adjunta do Departamento de Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina e Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Orientadora pelos Programas de Pós-graduação em Farmacologia (Acadêmico e Profissional) e Neurociências. Extensa experiência nas áreas de Farmacologia bioquímica e molecular e Neurociências. As principais linhas de pesquisa envolvem doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, neuroproteção, plasticidade sináptica, sinalização celular e modificação pós-traducional de proteínas.

  • José Amaral Elias, Hospital e Maternidade OASE, Timbó, Santa Catarina, Brasil

    Possui graduação em Farmácia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas(1987), graduação em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas(1994) e residencia-medicapela Pontifícia Universidade Católica de Campinas(1998). Atualmente é Infectologista da Prefeitura Municipal de Pomerode, Infectologista da Hospital Maternidade Oase Timbó, Infectologista da Unimed Blumenau, Infectologista da Prefeitura Municipal de Indaial e Consultor Infectologia da Hospital Dr. waldomiro Colautti. Tem experiência na área de Medicina.

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Publicado

2026-06-14

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL

Como Citar

Raimundo, G., Cimahosti, H., & Elias, J. A. . (2026). Experiência de monitoramento terapêutico da vancomicina em pacientes com e sem hemodiálise em um hospital de médio porte no Sul do Brasil. Revista De Epidemiologia E Controle De Infecção, 16. https://doi.org/10.17058/reci.v16i.20618