Perfil epidemiológico da sepse em um hospital de referência do Paraná
DOI:
https://doi.org/10.17058/reci.v15i4.20184Palavras-chave:
Sepse, Choque Séptico, Unidade de Terapia Intensiva, Infecção Hospitalar, EpidemiologiaResumo
Justificativa e Objetivos: Descrever as características clínicas e epidemiológicas dos pacientes que desenvolveram sepse e/ou choque séptico internados em duas UTIs adultas de um hospital de referência do Paraná. Métodos: Pesquisa de campo, descritivo-exploratória, documental, retrospectivo, com abordagem quantitativa, que foi desenvolvida pormeio da análise de prontuários dos pacientes hospitalizados nas UTIs no período de janeiro de 2014 a dezembro de 2023.Resultados: Foram analisados 5.423 prontuários, destes, 687 eram de pacientes que desenvolveram sepse, sendo 56,3% do sexo masculino, 70,7% idosos, 82,2% com comorbidades prévias, 75,4% com etiologia clínica de admissão, predominantemente por patologias respiratórias, com 24,1%. Houve uma maior prevalência de choque séptico com59,1%, de origem comunitária (68,1%), com foco primário de infecção pulmonar (37,6%) e com desfecho de óbito(64,6%). Conclusão: A sepse consiste de um grave problema de saúde pública e apresenta altas taxas de morbimortalidade, principalmente quando associadas aos casos de choque séptico. Ressalta-se a importância dodesenvolvimento de estudos epidemiológicos a fim de subsidiar a construção de novos protocolos de diagnóstico precoce e manejo da sepse.
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