Intermidialidade e metaficção na série Entrevista com um Vampiro
DOI:
https://doi.org/10.17058/rzm.v14i2.20473Resumen
Este artigo analisa a série Entrevista com um Vampiro (2025), com foco no episódio final da segunda temporada, a partir dos conceitos de intermidialidade e metaficção. A pesquisa investiga como o teatro, incorporado à narrativa audiovisual, atua como um dispositivo intermidiático e metadiscursivo que amplia as camadas narrativas e permite a autorreflexão do protagonista Lestat. A partir de uma encenação dramatizada de sua trajetória, o personagem é confrontado por suas ações e memórias, em um processo de mise en abyme que tensiona os limites entre ficção e confissão. Fundamentado em autores como Rajewsky (2005), Kobs (2006), Hutcheon (1991), Butler (2015) e Mattos (2023), o estudo demonstra que a inserção do teatro na diegese possibilita sua ramificação, uma vez que oportuniza olhar certos acontecimentos com base em perspectivas diferentes, de causa e efeito, que podem ser realizadas pelos próprios personagens quando assumem a capacidade de conduzir a narrativa para explicar suas escolhas e justificar suas consequências.
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