Trabajo de cuidado y salud mental: estudio con madres trabajadoras en relaciones heterosexuales
DOI:
https://doi.org/10.17058/psiunisc.v10i.20085Palabras clave:
mujeres, equidad de género, salud mentalResumen
Introducción: La sobrecarga del trabajo de cuidado, históricamente atribuida a las mujeres, se configura como un fenómeno social central para la comprensión de las desigualdades y de sus impactos en la salud mental femenina. Objetivos: Ante ello, el presente estudio tuvo como objetivo comprender de qué manera la sobrecarga del trabajo de cuidado incide en la salud mental de mujeres madres trabajadoras que vivencian relaciones heterosexuales, identificando la organización familiar en la división del trabajo de cuidado, sus efectos en la salud mental y las estrategias movilizadas para el afrontamiento de dicha sobrecarga. Método: Trata de una investigación de enfoque cualitativo y descriptivo, realizada con diez mujeres. Los datos fueron analizados mediante la técnica de análisis categorial temática, sistematizada por Laurence Bardin (1977/2016), y organizados en seis categorías analíticas: “Mujeres responsables del trabajo de cuidado”; “Pobreza de tiempo”; “Efectos emocionales del trabajo de cuidado”; “Estrategias para afrontar el estrés relacionado con el trabajo de cuidado”; “Dispositivo amoroso y materno”; y “Sugerencias para la resolución del problema”. Resultados: Los resultados evidencian que la sobrecarga del trabajo de cuidado produce impactos en la salud mental de las mujeres, atravesados por normas sociales y culturales que naturalizan la responsabilización femenina por el cuidado. Conclusión: La investigación resalta la necesidad de políticas públicas que promuevan la distribución equitativa de las responsabilidades de cuidado y ofrezcan apoyo psicológico a las mujeres, considerándose fundamental abordar dicha sobrecarga para la promoción de la salud mental femenina y la igualdad de género.
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