Inovações para governança hospitalar no enfrentamento da resistência antimicrobiana: perspectivas de stakeholders

Autores

  • Tatiana Campos UFTM
  • Fernanda Carolina Camargo Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Alessandra Cabral Nogueira Lima Universidade Federal do Sergipe
  • Regiane Máximo Siqueira Universidade estadual de Sâo Paulo

DOI:

https://doi.org/10.17058/reci.v15i4.20387

Palavras-chave:

Inovações, Governança Em Saúde, Hospitais De Ensino, Resistência Microbiana A Medicamentos

Resumo

Justificativa e Objetivos: A resistência antimicrobiana tem implicações sanitárias e políticas em escala global e seu enfrentamento em âmbito hospitalar requer diversificadas ações estratégicas de governança que integram a gestão envolvendo as lideranças na interpelação com o cotidiano do hospital. Objetivou-se analisar as perspectivas das lideranças locais, stakeholders sobre inovações para a governança de um hospital de ensino no enfrentamento da resistência antimicrobiana. Métodos: Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa por entrevistas com lideranças locais atuantes junto às comissões hospitalares obrigatórias e assessórias que ocorreram entre setembro e novembro/2023. Resultados: Foram entrevistadas 13 stakeholders da instituição, a maioria eram mulheres (76,9%), todos com a cor da pele autorreferida branca e em união estável (61,5%). As inovações foram agrupadas em: tomada de decisão baseada por evidências do serviço; utilização de pesquisas na prática; gestão de antimicrobianos; desenvolvimento das equipes de saúde e cuidado centrado e oportuno aos pacientes. Conclusão: A pesquisa demonstrou importante contribuição para a tomada de decisão local e para orientar a capacidade de resposta do hospital. Contribui ainda com o fortalecimento da agenda política e dos acordos mundiais e locais. Pesquisas futuras podem abordar o desenvolvimento de modelos para a governança hospitalar, como também implementar e avaliar intervenções para a redução dos desafios expostos.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

1. Antimicrobial resistance - paho/who | pan american health organization 2024. https://www.paho.org/en/topics/antimicrobial-resistance.

2. Corrêa JS, Zago LF, Silva-Brandão RRD, et al. Antimicrobial resistance in Brazil: an integrated research agenda. Rev Esc Enferm USP 2022;56:e20210589. https://doi.org/10.1590/1980-220x-reeusp-2021-0589.

3. Aguiar JN, Carvalho IPSFD, Domingues RAS, et al. Evolução das políticas brasileiras de saúde humana para prevenção e controle da resistência aos antimicrobianos: revisão de escopo. Revista Panamericana de Salud Pública 2023;47:1. https://doi.org/10.26633/RPSP.2023.77.

4. Campos T da S, Franco ÉM, Assompção RP, et al. Práticas de governança pública no enfrentamento da resistência antimicrobiana em um hospital de ensino do sistema único de saúde: uma análise documental. REVISTA FACTHUS DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO 2023;6:261.

5. Murray CJL, Ikuta KS, Sharara F, et al. Carga global da resistência bacteriana aos antimicrobianos em 2019: uma análise sistemática. The Lancet 2022;399:629–55. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(21)02724-0

6. Global action plan on antimicrobial resistance. Geneva: WHO, 2015 World Health Organization. https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/193736/9789241509763_eng.pdf?sequence=1.

7. Santos RRD, Rover S. Influência da governança pública na eficiência da alocação dos recursos públicos. Rev Adm Pública 2019;53:732–52. https://doi.org/10.1590/0034-761220180084

8. Redefine o Programa de Certificação de Hospitais de Ensino (HE) Ministério da Saúde. Portaria Interministerial nº 285, de 24 de março de 2015.). Ministério da Saúde, 2015. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2015/prt0285_24_03_2015.htm

9. Camargo FC, Iwamoto HH, Galvão CM, et al. Modelos para a implementação da prática baseada em evidências na enfermagem hospitalar: revisão narrativa. Texto & Contexto Enfermagem 2017;26:1–12. https://doi.org/10.1590/0104-07072017002070017

10. Jalilvand MA, Raeisi AR, Shaarbafchizadeh N. Hospital governance accountability structure: a scoping review. BMC Health Services Research 2024;24:47. https://doi.org/10.1186/s12913-023-10135-0

11. Campos TDS, Camargo FC. Inovações no manejo da resistência antimicrobiana em hospitais de ensino: uma revisão de escopo. Rev Pol Púb & Cid 2024;13:e1086. https://doi.org/10.23900/2359-1552v13n2-151-.

12. Leo RM, Tello-Gamarra J. Drivers of service innovation: proposal of a theoretical model. RAM, Rev Adm Mackenzie 2020;21:eRAMR200143. https://doi.org/10.1590/1678-6971/eramr200143

13. Souza VR dos S, Marziale MHP, Silva GTR, et al. Tradução e validação para a língua portuguesa e avaliação do guia COREQ. Acta Paul Enferm 2021;34. https://doi.org/10.37689/acta-ape/2021AO02631.

14. Minayo MCDS. Cientificidade, generalização e divulgação de estudos qualitativos. Ciênc Saúde Coletiva 2017;22:16–7. https://doi.org/10.1590/1413-81232017221.30302016

15. Nossa História. Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares n.d. https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sudeste/hc-uftm/acesso-a-informacao/institucional/nossa-historia.

16. Blot S, Ruppé E, Harbarth S, et al. Healthcare-associated infections in adult intensive care unit patients: Changes in epidemiology, diagnosis, prevention and contributions of new technologies. Intensive and Critical Care Nursing 2022;70:103227. https://doi.org/10.1016/j.iccn.2022.103227.

17. Godman B, Egwuenu A, Haque M, et al. Strategies to improve antimicrobial utilization with a special focus on developing countries. Life 2021;11:528. https://doi.org/10.3390/life11060528

18. Manga MM, Saddiq MI, Abulfathi AA, et al. One health: harmonizing infection prevention and control, and antimicrobial stewardship in combating antimicrobial resistance to improve patient safety. PAMJ-OH 2022;7. https://doi.org/10.11604/pamj-oh.2022.7.22.33939

19. Freitas M da G, Silva É de AA da, Soares J de O. Tomada de decisão nos serviços de emergência pelo enfermeiro: uma revisão de literatura. Enfermagem Brasil 2024;23:1880–92. https://doi.org/10.62827/eb.v23i4.4023.

20. Santos D, Cardoso D, Cardoso AF, et al. A perceção de líderes formais de enfermagem sobre a prática baseada na evidência. Revista de Enfermagem Referência 2024:1–8. https://doi.org/10.12707/RVI23.90.32426.

21. Hemesath MP, Santos HBD, Torelly EMS, et al. Educational strategies to improve adherence to patient identification. Rev Gaúcha Enferm 2015;36:43–8. https://doi.org/10.1590/1983-1447.2015.04.54289.

22. Bomfim AMA, Ferreira BJ, Puccini RF, et al. Relações interpessoais no desenvolvimento da integração ensino – serviços de saúde. Cad Pedagógico 2024;21:e9351. https://doi.org/10.54033/cadpedv21n10-221.

23. Ministério da Saúde. RDC nº 7, de 24 de fevereiro de 2010https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2010/res0007_24_02_2010.html#:~:text=Disp%C3%B5e%20sobre%20os%20requisitos%20m%C3%ADnimos,o%20inciso%20IV%20do%20Art

24. De Guzman Betito G, Pauwels I, Versporten A, et al. Implementation of a multidisciplinary antimicrobial stewardship programme in a Philippine tertiary care hospital: an evaluation by repeated point prevalence surveys. Journal of Global Antimicrobial Resistance 2021;26:157–65. https://doi.org/10.1016/j.jgar.2021.05.009.

25. Dos Santos A J, De Abreu WO, Dos Santos DA, Dos Santos AG, Da Paixão WHP, & da Silva JLL. (2024). Navegação em oncologia: atuação do enfermeiro navegador na assistência ao paciente com câncer. Revista Pró-UniverSUS, 15(1), 39-47. https://doi.org/10.21727/rpu.v15i1.3810

Publicado

2025-12-09

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL

Como Citar

Campos, T., Carolina Camargo , F., Cabral Nogueira Lima , A., & Máximo Siqueira , R. (2025). Inovações para governança hospitalar no enfrentamento da resistência antimicrobiana: perspectivas de stakeholders. Revista De Epidemiologia E Controle De Infecção, 15(4). https://doi.org/10.17058/reci.v15i4.20387