Ações de vigilância epidemiológica da hanseníase na Bahia: estudo transversal nas macrorregiões de saúde
DOI:
https://doi.org/10.17058/reci.v16i.21126Palavras-chave:
Vigilância em Saúde, Vigilância Epidemiológica, Hanseníase, Atenção Primária à Saúde, Sistemas de Informação em Saúde, Notificação de DoençasResumo
Justificativa e Objetivos: A hanseníase representa um grande desafio para gestores e profissionais de saúde. A vigilância epidemiológica da hanseníase envolve diversas ações para o monitoramento, diagnóstico precoce, controle e prevenção. O objetivo deste estudo foi analisar as ações de vigilância da hanseníase desenvolvidas no Estado da Bahia. Método:Estudo transversal observacional. Foi aplicado questionário quantitativo sobre assistência, rede de exames e diagnóstico, tratamento e ações de vigilância. O instrumento foi enviado às bases regionais de saúde e encaminhado à vigilância epidemiológica dos municípios. Os dados foram analisados no Microsoft Excel e SPSS v.26. Resultados: Dos 417 municípios elegíveis, 367 responderam ao questionário, correspondendo a uma taxa de resposta de 88%. A notificação compulsória apresentou adesão superior a 95% em todas as macrorregiões. Entretanto, persistiram fragilidades operacionais: 68,4% dos municípios referiram utilizar o livro de registro e controle de tratamento; 52,6% informaram enviar o boletim de acompanhamento às unidades de saúde; e, em todas as macrorregiões, menos de 50% elaboravam boletins epidemiológicos municipais. Os achados indicam consolidação da notificação, mas fragilidades no monitoramento longitudinal, na retroalimentação do SINAN e na produção local de informação epidemiológica. Conclusões: As ações de Vigilância Epidemiológica da hanseníase são intrínsecas ao controle da doença, sendo indispensáveis para o monitoramento, o acompanhamento integral e a investigação detalhada de todos os casos. Nesse sentido, o Programa Estadual da Hanseníase tem como desafio fortalecer as ações nas macrorregiões de saúde, com o objetivo de alcançar as metas traçadas pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde.
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