Perfil sociodemográfico da mortalidade por leucemia mieloide aguda nas regiões do Brasil: um estudo ecológico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17058/reci.v16i.20616

Palavras-chave:

Leucemia mieloide aguda, Mortalidade, Perfil epidemiológico

Resumo

Justificativa e Objetivos: A leucemia mieloide aguda (LMA), apesar de ser uma neoplasia rara, é o tipo mais comum e agressivo da doença em adultos. Até o momento, não há estudos que analisem o perfil da leucemia mieloide aguda na população geral em todo o território brasileiro no período proposto. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico da LMA nas cinco regiões do Brasil entre 2014 e 2023. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico, com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) disponível no DATASUS. Foi realizada a seleção dos óbitos cuja causa básica foi classificada como leucemia mieloide aguda entre as regiões brasileiras no período de 2014 a 2023. As variáveis incluídas foram: faixa etária, sexo, raça, ano do óbito e escolaridade. Após a coleta dos dados as informações foram organizadas em uma planilha Excel e realizada estatística descritiva. Resultados: Foram registrados 33.596 óbitos no período, com predomínio na Região Sudeste (47,7%) e aumento progressivo de mortes, atingindo o pico em 2023. Observou-se maior mortalidade entre homens (52,5%), indivíduos brancos (61%), com idade entre 70 e 79 anos (21,1%) e escolaridade de 8 a 11 anos (23,9%). Conclusão: Logo, evidencia-se a importância desta pesquisa para direcionar políticas públicas eficazes para as populações e regiões mais afetadas, com o intuito de reduzir a mortalidade por meio da terapia precoce e otimização dos recursos de saúde.

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Publicado

2026-03-13

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL

Como Citar

Carraro, C., Salmoria Ceron, M. ., Bertola Rodrigues Rêgo, R. A. ., & Sampaio Arruda Tavares, D. . (2026). Perfil sociodemográfico da mortalidade por leucemia mieloide aguda nas regiões do Brasil: um estudo ecológico. Revista De Epidemiologia E Controle De Infecção, 16. https://doi.org/10.17058/reci.v16i.20616