Casos confirmados de mpox em Santa Catarina: perfil dos casos e incidência da doença, 2022-2024
DOI:
https://doi.org/10.17058/reci.v16i.20589Palavras-chave:
Mpox, Epidemiologia Descritiva, Monkeypox vírus, Perfil Epidemiológico, Vigilância em Saúde PúblicaResumo
Justificativa e Objetivos: A análise atualizada dos dados de mpox é essencial para compreender os padrões de transmissão e o perfil epidemiológico dos casos, fornecendo subsídios para ações estratégicas e eficazes, devidamente direcionadas. O objetivo deste estudo foi descrever o perfil epidemiológico dos casos confirmados de mpox e analisar a incidência da doença em Santa Catarina, no período de 2022 a 2024. Métodos: Estudo descritivo realizado com casos confirmados de mpox no estado de Santa Catarina, nos anos de 2022 a 2024, provenientes do Tabnet/DIVE. Foi realizada a descrição das frequências absolutas (n) e relativas (%) dos casos, análise das taxas de incidência e evolução da média móvel. As variáveis foram analisadas no software Stata 14. Resultados: Foram registrados 510 casos confirmados de mpox no período, com predominância no ano de 2022 (85,5%). Observou-se uma média móvel de 115 casos no período. Observou-se maior proporção de casos entre indivíduos do sexo masculino (94,5%) e nas faixas etárias mais jovens, especialmente entre 20 e 39 anos (79,2%). Também se observou maior incidência de casos na Grande Florianópolis em 2022 (17,9/100.000 habitantes). A maioria dos casos ocorreu em pessoas que se identificaram como homossexuais (68,4%) e homens cisgênero (73,5%). A principal forma de transmissão foi o contato físico (47,6%). Conclusão: A maioria dos casos ocorreu em 2022, com predomínio no sexo masculino, adultos jovens, homossexuais e homens cisgênero. Esse perfil reforça a necessidade de fortalecer ações de prevenção e comunicação em saúde direcionadas aos grupos mais afetados, contribuindo para o controle da doença.
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