Perfil epidemiológico da dengue antes e durante a pandemia de Covid-19 em Mato Grosso
DOI:
https://doi.org/10.17058/reci.v15i4.20183Palavras-chave:
Vírus da dengue, Infecções por Arbovirus, Aedes aegypti, Covid-19, Vigilância em Saúde PúblicaResumo
Justificativa e Objetivos: a magnitude e gravidade da dengue pode ter sido impactada pela pandemia de Covid-19. O estudo teve como objetivo comparar a taxa de incidência e o perfil sociodemográfico e clínico dos casos suspeitos de dengue notificados em Mato Grosso (MT) no triênio anterior e durante a pandemia (2017-2022). Métodos: estudo de série de casos realizado a partir de dados de fonte secundária das fichas de notificação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) de MT de 2017 a 2022. Foram avaliadas as taxas de incidência nas 16 Regiões de Saúde do estado e as características sociodemográficas e clínicas. Utilizou-se o teste qui-quadrado para comparação entre os triênios, com nível de significância de 5% Resultados: Observou-se menor taxa de incidência no último triênio nas regiões da Baixada Cuiabana e Norte Araguaia, e maior taxa nas demais regiões no triênio da pandemia em comparação com o triênio anterior, Teles Pires, com 806,5 no primeiro para 7161,7 casos por 100.000 habitantes no segundo triênio. Foi maior a proporção de casos do sexo masculino, na faixa etária de 1 a 9 anos, cor branca, maior escolaridade e com confirmação laboratorial no triênio 2020-2022. A proporção de casos curados ocorreu de forma semelhante e DENV-1 foi o sorotipo predominante em ambos os triênios. Conclusão: Os dados indicam maior taxa de incidência acumulada de dengue no triênio de pandemia quando comparado ao período anterior, com diversidade no perfil sociodemográfico e clínico, que podem ter ocorrido por influência da pandemia de Covid-19.
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