JORNADA, TECNOLOGIA E FLEXIBILIZAÇÃO: DO CONTROLE DO TEMPO À DISPONIBILIDADE PERMANENTE

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.17058/rdunisc.vi78.21188

Resumen

Este artigo analisa a transição da métrica de trabalho “corpo-espaço” — centrada na presença física do trabalhador em um espaço produtivo durante períodos contínuos — para a métrica “conectividade-metas”, marcada pela disponibilidade permanente e pelo cumprimento de metas. Parte-se da hipótese de que essa mudança permite a coexistência entre elevada produtividade tecnológica e a intensificação da exploração do tempo de trabalho, aproximando-se de padrões pré-fordistas. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza teórico-analítica, com revisão bibliográfica e documental sobre Direito do Trabalho, sociologia do trabalho e economia política. A análise evidencia que a lógica da conectividade permanente desloca o controle da jornada para formas difusas de gestão da disponibilidade, reconfigurando a tutela jurídica do tempo de trabalho e ampliando microtempos de labor não remunerados, como exemplificado nos contratos intermitentes e na jornada de “zero hora”. Conclui-se que, sem atualização normativa e cultural, a modernização tecnológica tende a coexistir com a intensificação silenciosa da exploração do trabalho.

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Biografía del autor/a

  • Gabriela Rangel da Silva, Universidade do Minho

    Doutora em Ciência Jurídicas Privatísticas na Universidade do Minho, Braga, Portugal. Mestre em Ciência Jurídica pela Universidade Vale do Itajaí. Mestre em Estudos Políticos na Universidad de Caldas, Manizales, Colômbia. Especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre.

Publicado

2026-07-28

Número

Sección

Artigos Estrangeiros

Cómo citar

Gabriela Rangel da Silva. (2026). JORNADA, TECNOLOGIA E FLEXIBILIZAÇÃO: DO CONTROLE DO TEMPO À DISPONIBILIDADE PERMANENTE. Revista Do Direito, 78, 114-129. https://doi.org/10.17058/rdunisc.vi78.21188