Geocaching e Patrimônio Paisagístico: A criação de EarthCaches em prol da Geoeducação no contexto do Quarta Colônia Geoparque Mundial da UNESCO, Rio Grande do Sul
DOI:
https://doi.org/10.17058/agora.v28i1.21052Palavras-chave:
Geocaching, EarthCaching, Geoeducação, Geoparque Quarta Colônia, Patrimônio PaisagísticoResumo
Este artigo é um recorte de uma dissertação de Mestrado, que teve por objetivo propor estratégias de implantação do geocaching como um instrumento geoeducativo a fim de promover a valorização do patrimônio paisagístico do Quarta Colônia Geoparque Mundial da UNESCO. O Geoparque abrange uma extensão territorial de 2.923 km², localizado na região central do Rio Grande do Sul. O geocaching como um instrumento geoeducativo pode ser uma ferramenta valiosa no sentido de envolver os visitantes em uma experiência de aprendizado prática e exploratória que aprofunda sua compreensão do mundo natural. Para levar a termo tal propósito, elaborou-se um planejamento estratégico de modo a analisar o patrimônio paisagístico do Geoparque, a fim de identificar qual parte deste patrimônio seria selecionada para subsidiar a implantação de novos caches. Sendo assim, foram selecionados dez pontos para a criação de geocaches. Os critérios de seleção levaram em conta o valor patrimonial, o potencial para criação de caches e a representatividade do patrimônio apresentado pelo Geoparque. Como resultado, o Geocaching foi revitalizado e ampliado no Geoparque Quarta Colônia, configurando-se como um potencial instrumento geoeducativo a ser aproveitado no território, configurando-se como um potencial instrumento geoeducativo a ser aproveitado no território. Essa revitalização e expansão se deu principalmente a partir da criação dos 10 novos caches e da extensiva manutenção nos 11 caches previamente existentes.
Downloads
Referências
BERTRAND, C.; BERTRAND, G. Une géographie traversière: l'environnement à travers territoires et temporalités. Versailles, França: Quae, 2002.
BRILHA, J. B. R. Patrimônio geológico e geoconservação – a conservação da natureza na sua vertente geológica. Braga: Palimage, 2005. 190 p
BRILHA, J.B.R. A Importância dos Geoparques no Ensino e Divulgação das Geociências. Geologia USP, 2009. Publicação Especial, 5: 27–33.
CONVENÇÃO Europeia da Paisagem. Florença, 2000. Disponível em: https://rm.coe.int/CoERMPublicCommonSearchServices/DisplayDCTMContent?docu mentId=09000016802f3fb7. Acesso em: 3. jul. 2024.
CUNHA, C. A.; SOLÉ, G. Uso do Google Maps e Geocaching para aprender história: um estudo com alunos do 1º e 2º ciclo do Ensino Básico. Educação em Foco: Belo Horizonte, ano 21, n. 34, p. 193-218, mai./ago. 2018. Disponível em: https://www.academia.edu/download/85591214/1791.pdf. Acesso em: 6 set. 2024.
FERNANDES, J.L.J. Geocaching, novas práticas espaciais e potencial modelação da imagem dos lugares. Revista Espaço e Geografia. V. 16 (1), Brasília, 2022. p. 279-305. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/espacoegeografia/article/view/39966 Acesso em: 06 set. 2024.
FERREIRA, A. B. H. Miniaurélio: o minidicionário da língua portuguesa. 6. ed. Curitiba: Positivo, 2007.
FIGUEIRÓ, A. S. et al. Quarta Colônia aspiring geopark: territory and heirtage. 1. ed. Santa Maria, RS: UFSM, Pró-Reitoria de Extensão, 2022
FIGUEIRÓ, A. S.; VON AHN, M. M. Proposta de classificação de geossítios para o Quarta Colônia Geoparque Mundial da UNESCO. Equador, Teresina, v. 12, n. 2, p. 293-323, 2023. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/379520339_PROPOSTA_DE_CLASSIFICACAO_DE_GEOSSITIOS_PARA_O_QUARTA_COLONIA_GEOPARQUE_MUNDIAL_DA_UNESCO_BRASIL. Acesso em: 14 ago. 2024.
GRAY, M. Geodiversity: valuing and conserving abiotic nature. Chichester: John Wiley & Sons Ltd, 2004.
GROUNDSPEAK. Geocaching 101. Seattle, 2019n. Disponível em: https://www.geocaching.com/guide/default.aspx. Acesso em: 29 nov. 2019.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo de 2022. Rio de Janeiro, 2022. INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA (IBICT). Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Resultados da busca: Geocaching. Brasília: IBICT, 2024. Disponível em: https://bdtd.ibict.br/vufind/Search/Results?lookfor=Geocaching&type=AllFields. Acesso em: 6 fev. 2024.
MELO, G. P. Educação ambiental para professores e outros agentes multiplicadores. Superintendência do IBAMA na Paraíba: João Pessoa, 2007.
MODICA, R. As Redes Europeia e Global dos Geoparques (EGN e GGN): proteção do patrimônio geológico, oportunidade de desenvolvimento local e colaboração entre territórios. Geologia USP, 2009. Publicação Especial, 5: 17–26.
MOURA-FÉ, M. M. et al. GeoPark Araripe e a geodiversidade do sul do Estado do Ceará, Brasil. Revista de Geociências do Nordeste, v. 2, n. 1, p. 28-37, 2016.
MOURA-FÉ, M. M.; NASCIMENTO, R. L.; SOARES, N. L. Geoeducação: princípios teóricos e bases legais. Os Desafios da Geografia Física na Fronteira do Conhecimento, 1, 3054-3065, 2017.
PATZAK, M.; EDER, W. “UNESCO GEOPARK”. A new programme – A new UNESCO label. Geologica Balcanica, 1998. 28(3–4): 33–35.
PEREIRA JÚNIOR, S.; BELTRÃO, L.M.V.; BONDAN, J.R.; GOMES, P.F. Recursos didáticos como estratégia de geoeducação: um meio para fomentar o geoturismo no Projeto Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul. Applied Tourism, 2019. 4(2): 01-10.
PITHAN, S. T. Geoeducação nas escolas: como construir uma comunidade autora do Geoparque Aspirante Unesco em Cambará do Sul-RS, 2021.
SCHOBBENHAUS, C.; SILVA, C.R. O papel do Serviço Geológico do Brasil na criação de geoparques e na conservação do patrimônio geológico. In: Schobbenhaus, C. & Silva, C.R. (Eds.). Geoparques do Brasil: propostas. Rio de Janeiro, CPRM, 2012, p. 11–28.
SHARPLES, C. Concepts and Principles of Geoconservation. Tasmanian Parks & Wildlife Service: Hobart, Austrália, 2002.
ZECHA, S.; REGELOUS, A. Promoting geodiversity education by using EarthCaching in national geoparks. Geoheritage, Berlim, v. 10, n. 4, p. 637-643, dez. 2018. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s12371-018-0280-5. Acesso em: 21 jul. 2023.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Diego Oliveira Aguiar, Adriano Severo Figueiró

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A submissão de originais para este periódico implica na transferência, pelos autores, dos direitos de publicação impressa e digital. Os direitos autorais para os artigos publicados são do autor, com direitos do periódico sobre a primeira publicação. Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações indicando claramente este periódico como o meio da publicação original. Em virtude de sermos um periódico de acesso aberto, permite-se o uso gratuito dos artigos em aplicações educacionais e científicas desde que citada a fonte conforme a licença CC-BY da Creative Commons.
