Fiction as a public anthropology of intimacy: from dissertation to novel in a diary of ethnographic fabulation

Authors

DOI:

https://doi.org/10.17058/signo.v51i102.21471

Keywords:

Creative writing. Ethnography. Fiction. Public anthropology, Creative writing, Ethnography, Fiction, Public anthropology

Abstract

This essay examines the process of transforming an ethnographic dissertation on a Pentecostal recovery center into a novel in progress. Drawing on the dissertation, field diaries, fictional drafts, and discarded versions, I discuss two complementary moments of the creative process: the initial attempt to transpose into fiction the scenes, characters, and outcomes retained by the research; and the later invention of Ismael Ventura, a narrator born from what ethnographic selection left out. The analysis focuses on four writing operations: the shift from description to scene, the creation of composite characters, changes in focalization, and the reorganization of fieldwork time into plot. I argue that ethical and aesthetic decisions are not separate stages, since the protection of interlocutors changes literary form and fictional invention redefines responsibility toward empirical referents. Finally, I propose the notion of a public anthropology of intimacy to name a form of writing that does not merely popularize academic findings, but produces, through literary means, other forms of intelligibility, presence, and public dialogue. Comparing what the dissertation narrated with what it silenced reveals that every ethnography simultaneously produces a narrative and a remainder, and that fiction can inhabit both.

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Author Biography

  • Beatriz Brandão, Unigranrio

    Professora dos Programas de Pós-graduação em Humanidades, Cultura e Artes (PPGHCA) em Ensino de Ciências e Saúde (PPGECS) da Afya Unigranrio. Atualmente, realiza estágio pós-doutoral na Université de Strasbourg (França), vinculada ao Laboratoire Interdisciplinaire en Études Culturelles (LinCS/CNRS), sob supervisão do antropólogo David Le Breton. Lidera os grupos de pesquisa IMAGEMNO Núcleo de Estudos em Imagens, Memórias, Narrativas e Oralidades (CNPq) e Saúde, Corpo e Ensino (CNPq). Foi coordenadora Executiva e Geral do Comitê de Cultura do Estado do Rio de Janeiro na Política Nacional dos Comitês de Cultura do Ministério da Cultura - MinC (2024 - 2026). Coordenou o núcleo interdisciplinar de História, Letras e Pedagogia de Residência Pedagógica- CAPES (2023-2024). Possui Pós-Doutorado em Sociologia da Cultura pela Universidade de São Paulo, USP (2019-2022). Doutora em Ciências Sociais pela PUC-RIO (2013-2017). Mestra em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ (2011-2013). Atuou como pesquisadora do IPEA na pesquisa nacional sobre metodologias de cuidado a usuários problemáticos de drogas (2019-2020). Foi professora substituta do departamento de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, IFCS-UFRJ (2017-2019). Foi professora colaboradora da Pós-Graduação em Educação e Divulgação Científica do Instituto Federal do Rio de Janeiro, IFRJ (2016-2022). Integrou a pesquisa sobre refugiados na Itália, por meio do Intercâmbio entre UERJ, a Università degli Studi di Roma Tor Vergata e CREG - Centro di Ricerche Economiche e Giuridiche (2011-2013). Possui Pós-Graduação/ Especialização em Políticas Públicas pela Escola de Políticas Públicas e Governo do Instituto de Pesquisa do Rio de Janeiro, EPPG-IUPERJ e Especialização em Estudos Diplomáticos pelo CEDIN. Graduada em Ciências Sociais (Licenciatura) e em Comunicação Social - Jornalismo. Escritora e Dramaturga, autora dos romances ''Olhos de Giz'' e ''Por muitos céus'' e de seis peças teatrais encenadas. Tem interesse nos temas que envolvem arte, cultura, saúde, ensino, antropologia e políticas públicas. 

References

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Published

2026-09-28

Issue

Section

v. 51, n. 102, 2026 - Escrita Criativa – teoria e processos

How to Cite

Brandão, B. (2026). Fiction as a public anthropology of intimacy: from dissertation to novel in a diary of ethnographic fabulation. Signo, 51(102), 28-38. https://doi.org/10.17058/signo.v51i102.21471