Marcas Culturais da Alteridade na Cultura Pop: O Discurso Midiático do Monstro na Estética de Tim Burton
DOI:
https://doi.org/10.17058/rzm.v14i2.20650Resumo
A massiva circulação da estética "burtoniana" na cultura pop contemporânea instiga uma análise de sua gênese discursiva para que se compreenda a potência deste fenômeno. Este artigo investiga o livro de poesias O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra e Outras Histórias como a manifestação seminal onde as marcas culturais do horror e da alteridade são originalmente construídas. O objetivo é compreender como as estratégias verbo-visuais da obra expressam as características fundamentais dessa estética, que se expande para compor uma influente narrativa midiática sobre a exclusão e a alteridade. Para tanto, a análise articula a Semiolinguística (Charaudeau, 2008) com os Estudos Culturais, no que tange à representação (Hall, 2016), e os Estudos de Mídia, que abordam a circulação de conteúdo (Jenkins, 2009). Argumenta-se que o livro funciona como a matriz para o arquétipo da "Criança Estranha" e para a crítica à exclusão, materializando o "Outro" (Wood, 2018). É nesta construção poética original, portanto, que residem os princípios estéticos que se propagam por diversas mídias e plataformas, consolidando um poderoso discurso sobre a monstruosidade e a inadequação na cultura pop.
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