A FALÁCIA DA NEUTRALIDADE NA PESQUISA E NA EDUCAÇÃO

Autores

  • Felipe Gustsack Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil
  • Sérgio Schaefer

DOI:

https://doi.org/10.17058/rea.v26i2.8741

Palavras-chave:

Educação, Pesquisa, Escola, Falácia, Neutralidade.

Resumo

Problematizamos, neste estudo, a tradição e a emergência recente da propalada neutralidade na pesquisa e na educação. O objetivo é contribuir com o debate em torno das implicações filosóficas, sociais e políticas de propostas educacionais que desconsideram o envolvimento das pessoas e de suas utopias nas atividades que envolvem a pesquisa e a educação como ação do ser humano no mundo. Nossas reflexões decorreram de pesquisa de base bibliográfica, com pequenos aportes de periódicos e documentos da área da educação. A intenção foi abordar o tema da falácia da neutralidade inicialmente a partir de conceitos específicos para chegar a uma compreensão mais ampla e suas implicações para a escola e a educação. Tratando dos sentidos das palavras com as quais se registra o próprio tema, especialmente quanto ao seu significado gramatical, semântico, dicionarizado, propusemos chegar aos sentidos mais complexos nos quais tratamos das suas implicações históricas, sociais e políticas. Nossas principais referências teóricas foram Hilton Japiassu (1975), o Projeto de Lei nº 867/2015, Citelli (2002), Bourdieu (2003), a LDB (BRASIL, 1996), Florestan Fernandes (1980), Paulo Freire (1989; 1990); Edgar Morin (2007) e Boaventura de Sousa Santos (1987), entre outros. As conclusões dão conta de que não apenas é impossível a neutralidade na pesquisa e na educação, bem como confirmam a tese de que defender a sua possibilidade é pura falácia. Em consequência, isso nos leva à responsabilidade, por um lado, com o repensar nossas práticas científicas, pedagógicas e políticas como processos profunda e complexamente imbricados, interdependentes e complementares. E, por outro lado, a assumir o compromisso de dessacralizar os afazeres científicos aproximando-os do cotidiano das pessoas.

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Biografia do Autor

  • Felipe Gustsack, Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil
    Mestrado em Educação Universidade de Santa Cruz do Sul

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Publicado

2018-05-02

Como Citar

A FALÁCIA DA NEUTRALIDADE NA PESQUISA E NA EDUCAÇÃO. (2018). Reflexão E Ação, 26(2), 203-213. https://doi.org/10.17058/rea.v26i2.8741