O brincar na psicoterapia infantil: contribuições em contextos hospitalares e ambulatoriais
DOI:
https://doi.org/10.17058/psiunisc.v9i.19443Palavras-chave:
atenção secundária à saúde, ludicidade, ludoterapia, saúde da criança, serviços de saúde da criançaResumo
Introdução: O brincar é uma atividade constitutiva do desenvolvimento infantil e representa um recurso central na psicoterapia de crianças, especialmente em contextos hospitalares e ambulatoriais. Objetivos: Discutir as contribuições do brincar para a comunicação e intervenção psicológica com crianças atendidas em serviços de atenção secundária e terciária. Método: Trata-se de um relato de experiência desenvolvido a partir da prática da autora como psicóloga residente em saúde da criança e do adolescente em um hospital público. Os dados foram registrados em diário de campo e analisados segundo abordagem qualitativa descritiva, fundamentada em referenciais da psicologia do desenvolvimento, psicanálise e psicologia hospitalar. Resultados: O brincar mostrou-se dispositivo terapêutico essencial para construção de vínculo, expressão emocional, elaboração psíquica e mediação de temas sensíveis. No hospital, a ludicidade favoreceu o enfrentamento da internação, a redução de ansiedade e o diálogo sobre procedimentos médicos. No ambulatório, as brincadeiras facilitaram a expressão de conflitos familiares, ampliaram a flexibilidade comportamental, favoreceram a regulação emocional e possibilitaram intervenções relativas à alimentação e relações sociais. Conclusão: Os resultados respondem aos objetivos ao evidenciarem que o brincar constitui estratégia potente de comunicação e intervenção na psicoterapia infantil, permitindo a expressão simbólica, a elaboração emocional e a participação ativa da criança no cuidado. O estudo contribui para o campo da psicologia da saúde ao reafirmar a ludicidade como componente técnico e ético fundamental no atendimento infantil em serviços especializados.
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