Perfil dos pacientes e padrão de prescrição medicamentosa em um ambulatório emergencial durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.17058/reci.v16i.20726Palavras-chave:
Inundações, Prescrições, Saúde coletiva, Controle de infecçõesResumo
Justificativa e Objetivos: Os desastres naturais expõem populações a diferentes graus de risco e evidenciam a necessidade de estratégias eficazes de prevenção e resposta. Com a enchente ocorrida no Rio Grande do Sul (RS) em 2024, surgiu a necessidade de montar ambulatórios emergenciais para atender às queixas agudas dos pacientes, como em Santa Cruz do Sul (RS). O objetivo deste estudo foi descrever o perfil dos pacientes atendidos e o padrão de prescrição medicamentosa em um ambulatório emergencial implantado durante as enchentes de 2024. Métodos: Estudo observacional, descritivo, retrospectivo e transversal com abordagem quantitativa, baseado na análise de 544 fichas de atendimento médico de pacientes atendidos em Santa Cruz do Sul (RS), entre abril e maio de 2024. Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva, considerando características sociodemográficas, histórico médico e classes terapêuticas dos medicamentos prescritos. Resultados: Observou-se predominância de pacientes do sexo feminino e de adultos e idosos entre os atendidos. As condições clínicas mais frequentes foram hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, ansiedade e depressão. Aproximadamente metade dos atendimentos não resultou em prescrição medicamentosa. Entre os medicamentos prescritos, destacaram-se os analgésicos, seguidos por psicofármacos, anti-inflamatórios não esteroidais e antibióticos. Os achados evidenciaram uma demanda importante relacionada ao manejo de condições crônicas e à assistência em saúde mental, além das necessidades assistenciais tradicionalmente associadas a desastres ambientais. Conclusão: Conclui-se que os resultados reforçam a importância de planejamento intersetorial e de serviços de saúde preparados para atuar em emergências climáticas, garantindo respostas integradas, mitigando impactos e fortalecendo a resiliência comunitária.
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