Fatores associados a sepse tardia em neonatos assistidos em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal no sul do Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17058/reci.v16i.20652

Palavras-chave:

Recém-nascido, Sepse neonatal, Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, Nascimento Prematuro

Resumo

Justificativa e Objetivos: A sepse neonatal tardia é uma das principais infecções associadas à assistência à saúde que afetam recém-nascidos internados em unidades de terapia intensiva neonatal, com altas taxas de incidência e impacto significativo na morbidade e mortalidade neonatal. O objetivo deste estudo foi analisar os fatores associados ao desenvolvimento de sepse neonatal tardia em recém-nascidos internados em unidades de terapia intensiva neonatal (UTIN). Métodos: estudo de coorte, documental e retrospectivo. A coleta das variáveis de interesse foi realizada por meio de prontuários e resumos de alta de neonatos internados em UTIN, no período de janeiro de 2016 a dezembro de 2020, em um hospital geral filantrópico da região noroeste do estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, analítica e inferencial. Resultados:34% dos 494 recém-nascidos incluídos apresentaram sepse tardia. A média de idade em que os recém-nascidos foram diagnosticados com sepse tardia foi de 10 dias; 52,9% das hemoculturas foram positivas. A sepse tardia mostrou-se associada a: menor número de consultas de pré-natal (p = 0,003); idade gestacional; prematuridade (p = 0,001); complicações na gestação (p = 0,001); transfusão sanguínea (p < 0,001); uso de corticoides (p = 0,02), reanimação ao nascimento (p = 0,01) e muito baixo peso ao nascer (p = 0,001). Conclusão: as taxas de sepse tardia encontradas em UTIN são elevadas quando comparadas à literatura. É necessário o desenvolvimento de ações para a redução desses índices, as quais devem ser pautadas na qualidade da assistência e em estratégias de prevenção, considerando os diferentes momentos de risco durante a admissão e permanência hospitalar dos recém-nascidos.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL

Como Citar

Vaz, S. M. C. ., KLEIBERT, K. R. U., Rebelato, C. T. D. C., Schultz, C. C., Buzanello, A. E., & Colet, C. de F. (2026). Fatores associados a sepse tardia em neonatos assistidos em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal no sul do Brasil. Revista De Epidemiologia E Controle De Infecção, 16. https://doi.org/10.17058/reci.v16i.20652