Entre o Progresso e a Ruína: Modernidade e Capitalismo em O Paraíso das Damas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17058/agora.v28i1.21332

Palavras-chave:

Naturalismo, Capitalismo, Modernização urbana, Comércio, Émile Zola

Resumo

O presente artigo analisa a representação da modernização urbana e comercial da Paris do século XIX no romance O Paraíso das Damas (1883), de Émile Zola. Inserida no contexto do naturalismo e da série Os Rougon-Macquart, a obra retrata o surgimento e a expansão das grandes lojas de departamento durante o Segundo Império francês, evidenciando as transformações econômicas, sociais e culturais provocadas pela consolidação do capitalismo moderno. A análise concentra-se na oposição entre o comércio tradicional e os grandes magazines, observando como a narrativa representa tanto o fascínio exercido pelo consumo e pelo progresso urbano quanto a exploração do trabalho, a precarização social e a ruína dos pequenos comerciantes. O estudo também discute a influência das teorias deterministas e darwinistas na construção narrativa zoliana, especialmente por meio das metáforas animalescas e mecânicas que representam o capitalismo como uma força expansiva e devoradora. Além disso, examina-se a presença de diferentes grupos sociais na obra, evidenciando as ambiguidades da modernidade capitalista, capaz de produzir simultaneamente desenvolvimento econômico e exclusão social. Desse modo, conclui-se que o romance constrói uma representação crítica e ambígua da modernização parisiense, articulando progresso, consumo e conflito social na formação da sociedade burguesa do século XIX.  

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Biografia do Autor

  • Drª. Kassandra Naely Rodrigues dos Santos, Universidade Federal de Pelotas

    Doutora em Letras pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), na linha de pesquisa: Literatura, cultura e tradução; Mestre em Letras pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel); Licenciada em Letras - Português e Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA - 2017); Possui Especialização em Artes UAB/CAPES. (UFPel). 

  • Drª. Milena Hoffmann Kunrath , Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)

    Licenciada em Letras - Língua Portuguesa e Alemã, e bacharel em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É Mestre em Letras na área de Literatura Comparada pela UFRGS e Doutora em Teoria da Literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Fez estágio de doutoramento sanduíche na Universidade de Konstanz (2014), sob orientação da Profª Drª Aleida Assmann, com bolsa da CAPES. É professora efetiva na área de alemão da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) desde fevereiro de 2017. É coordenadora do programa de língua alemã do Idiomas Sem Fronteiras da UFPel e do curso de Português-Alemão da UFPel. Tem experiência na área de Letras, subáreas de Literatura Alemã e Teoria da Literatura, com ênfase em memória e história.

Referências

CARPEAUX, Otto Maria. O Realismo, o Naturalismo e o Parnasianismo por Carpeaux. – São Paulo: Leya, 2012. – (História da literatura ocidental; v. 7).

GAILLARD, Jeanne. Prefácio. In: ZOLA, Émile. O Paraíso das Damas. Tradução de Joana Canêdo. – São Paulo: Estação Liberdade, 2008.

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ZOLA, Émile. O Paraíso das Damas. Tradução de Joana Canêdo. – São Paulo: Estação Liberdade, 2008.

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Publicado

2026-09-03

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Rodrigues Santos, K. N., & Hoffmann Kunrath, M. (2026). Entre o Progresso e a Ruína: Modernidade e Capitalismo em O Paraíso das Damas. Ágora, 28(1). https://doi.org/10.17058/agora.v28i1.21332