Cartas que piensan: hacia una epistemología epistolar de la escritura creativa

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.17058/signo.v51i102.21458

Palabras clave:

escritura epistolar; escritura creativa; procesos creativos; crítica genética; epistemología epistolar.

Resumen

En las últimas décadas, los estudios sobre escritura creativa y procesos creativos han intensificado el interés por los documentos que registran el desarrollo de las obras, desplazando el foco de la crítica desde el texto acabado hacia las trayectorias de su formación. En este contexto, la escritura epistolar se entiende predominantemente como género discursivo, documento histórico o práctica autobiográfica; sin embargo, sigue siendo poco explorada como forma de producción de conocimiento. Para abordar esta laguna, el artículo propone entender la carta como una práctica epistemológica, defendiendo la noción de "epistemología epistolar" como categoría interpretativa para concebir la escritura de cartas como un espacio de creación intelectual. El estudio es un ensayo teórico cualitativo basado en el análisis interpretativo de los textos *Pesquisa e literatura: escritas indomáveis* y *Por que cartas?*, de Luan Gomes, en diálogo con los estudios epistolares, la crítica genética, la escritura creativa y la epistemología de la complejidad. El marco teórico integra aportaciones de Brigitte Diaz, Geneviève Haroche-Bouzinac, Roland Barthes, Cecília Almeida Salles, Walter Benjamin, Jorge Larrosa, Edgar Morin, Maria da Conceição de Almeida, Jacques Rancière, Norval Baitello Júnior y Fayga Ostrower. Se argumenta que la escritura epistolar trasciende su condición de género textual al constituir un espacio de diálogo, memoria, experiencia y elaboración conceptual: un espacio donde la escritura no se limita a comunicar resultados, sino que participa en la construcción del pensamiento. La principal contribución del estudio es la propuesta de la epistemología epistolar como horizonte teórico para comprender la carta como un dispositivo creativo capaz de tender puentes entre la literatura y la ciencia, visibilizando los procesos de producción de conocimiento. Se concluye que la escritura de cartas amplía las posibilidades de la escritura académica al integrar creación, reflexión y experiencia en una única práctica investigativa.

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Biografía del autor/a

  • Luan Gomes dos Santos de Oliveira, UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE

    Antropólogo. Mestre em Cultura, Desenvolvimento e Meio Ambiente, Doutor em Educação pela UFRN e Doutor em Sociologia pela UFPel. Docente do CDSA-UFCG. Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Literatura e Interculturalidade - PPGLi-UEPB. Coordena o Eccos-CNPq. 

  • Rosana de Medeiros Silva, UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE

    Doutoranda em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na linha de pesquisa Cultura e Identidade. Mestre em Sociologia, desenvolve pesquisas nas áreas de Educação Escolar Quilombola, identidades, memória, gênero, territorialidade e saberes tradicionais. Atua como docente do ensino superior e coordena ações de formação de professores voltadas às escolas do campo e quilombolas. Membra do Núcleo de Pesquisa em Etnicidade e Cultura (NEPEC/UFCG) e Membra do Grupo de Estudos Culturais 

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Publicado

2026-09-28

Número

Sección

v. 51, n. 102, 2026 - Escrita Criativa – teoria e processos

Cómo citar

de Oliveira, L. G. dos S., & Silva, R. de M. (2026). Cartas que piensan: hacia una epistemología epistolar de la escritura creativa. Signo, 51(102), 56-69. https://doi.org/10.17058/signo.v51i102.21458