Mareas de Memoria: Escritura Creativa y alfabetización oceánica en el contexto de la Educación a Tiempo Completo
DOI:
https://doi.org/10.17058/signo.v51i102.21323Palabras clave:
Escritura Creativa, Alfabetización oceánica, Bullet JournalResumen
Este artículo informa sobre la experiencia pedagógica del curso electivo "Lenguaje del Océano", desarrollado con estudiantes de Ciclo I (6.º y 7.º grado) en una Escuela Municipal de Tiempo Completo (EMTI) en Fortaleza (CE), Brasil. El objetivo central fue investigar cómo la escritura creativa, mediada por el uso del Bullet Journal, utilizado como apoyo para la creación de cuadernos de bitácora, donde los registros científicos y las experiencias sensoriales —como el análisis de materiales orgánicos marinos en clases de campo— se transformaron en recuerdos narrativos, puede funcionar como un dispositivo para la alfabetización oceánica y la construcción de la identidad narrativa de los estudiantes. El marco teórico articula los conceptos de escritura sobre uno mismo (Foucault, 2004), experiencia (Larrosa Bondía, 2002), identidad narrativa (Ricoeur, 1994) y la teoría de la ruptura metabólica aplicada al océano (Ribeiro Mendes Nicola et al., 2024). Metodológicamente, la propuesta se fundamentó en la investigación-acción, estructurada en etapas de conciencia estética, talleres de escritura multimodal y experiencias de campo integradas en la discusión del Currículo Azul. Los resultados demuestran que el 75% de los estudiantes produjeron narrativas estructuradas con marcas de autoría, y el 80% alcanzó una comprensión de los principios de la alfabetización oceánica. Se concluye que la intersección entre Geografía y Lengua Portuguesa, a la luz del ODS 14, promueve la recomposición del metabolismo socioecológico y el protagonismo juvenil, consolidando la ciudadanía oceánica a través de la sistematización autoral de memorias y conocimientos ambientales.
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