Inclusão produtiva de piscicultores familiares filiados à uma associação no estado do Tocantins:
os desafios impostos pela pandemia da covid-19
DOI:
https://doi.org/10.17058/8t6jsh67Abstract
A Associação BomPeixe, em Palmas, no estado do Tocantins é relativamente recente, foi fundada no ano de 2015, tendo em sua composição primordialmente piscicultores familiares. Além disso, possui acesso à área-não onerosa do Parque Aquícola Sucupira, onde praticam a atividade piscícola. O objetivo do estudo é realizar um estudo socioeconômico sobre os impactos da inclusão produtiva dos piscicultores familiares, filiados à associação BomPeixe, no contexto da pandemia da Covid-19. Realizou-se entrevista semiestruturada com os filiados da associação e posteriormente análise qualitativa. Os dados demonstraram algumas dificuldades iniciais enfrentadas pelos piscicultores com o advento da pandemia, mas acenaram também para as adequações que foram sendo implantadas, com vistas a garantir a sustentação da atividade e escoamento da produção. Não se alcançou efetivamente a inclusão produtiva dos piscicultores familiares filiados à esta associação, em mercados formais, pois persistem as dificuldades de desenvolvimento da atividade e da situação financeira e social das famílias. Isto foi sendo delineado no decorrer do estudo, com vários obstáculos ainda a serem superados, para que essa inclusão produtiva aconteça de modo a conferir maior legitimidade e progresso da atividade piscícola. As dificuldades de inclusão produtiva, também implicam em alcançar as metas da Agenda 2030, principalmente em relação à obtenção de práticas de produção mais sustentáveis; consumo e produção responsáveis; redução da pobreza e da fome; trabalho descente, crescimento econômico e redução das desigualdades.
