Caminhos da recuperação florestal por agricultores familiares no Nordeste da Amazônia brasileira

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DOI:

https://doi.org/10.17058/j2wv3512

Resumo

Diante do cenário de degradação das paisagens florestais que vem se firmando ao longo do tempo na Amazônia, causada por atividades humanas, estudos sobre as práticas de recuperação florestal merecem destaque. Um exemplo dessa dinâmica ocorre no município de Irituia, no nordeste do Pará, Amazônia brasileira onde se evidencia um aumento na escala da recuperação florestal derivado de práticas dos agricultores familiares. Nesse sentido, este artigo propõe-se analisar a influência dos estabelecimentos agrícolas familiares na evolução da recuperação das paisagens florestais em Irituia. Para isso, este estudo baseou-se na aplicação de questionários, entrevistas retrospectivas e observação direta. Ressalta-se que as mudanças nos sistemas de produção dos agricultores familiares de Irituia são influenciadas por uma variedade de fatores que operam em diferentes escalas, tanto internos, como as demandas familiares, quanto externos, como os incentivos por parte da Secretaria Municipal de Agricultura. As alterações do uso do solo, dos estabelecimentos agrícolas familiares em decorrência da transição de áreas de cultivo (roça) para regeneração natural ou a substituição de pastagens por sistemas agroflorestais têm contribuído significativamente para a recuperação da paisagem florestal do município, ocorrendo ainda a prática de conservação atuando como uma aliada à preservação da biodiversidade.

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Biografia do Autor

  • Karla Santos, Universidade Federal do Pará/Instituto de Terras do Pará

    Engenheira Ambiental pela Faculdade Estácio de Belém, com especialização em Georreferenciamento, Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. Possui Mestrado em Ciências Ambientais pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) e Doutorado em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Sustentável pela Universidade Federal do Pará (UFPA). A trajetória acadêmica e profissional é marcada pela atuação em áreas voltados à sustentabilidade, desenvolvimento rural e inovação tecnológica nas áreas de geoprocessamento e sensoriamento remoto.

  • Lívia Navegantes-Alves

    Engenheira Agrônoma pela Universidade Federal Rural da Amazônia (1993), mestra em Ciência Animal pela Universidade Federal do Pará (1999) e doutora em Agroecossistemas - SUPAGRO (Montpellier - França, 2011). Professora da Universidade Federal do Pará, desde 2001, lotada, atualmente, no Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares - INEAF, docente permanente do Programa de Pós-graduação em Agriculturas Amazônicas. Pesquisadora Associada da rede Strategic Monitoring of South-American Regional Transformation. Experiência na área de agronomia em uma perspectiva sistêmica, atuando principalmente nos seguintes temas: práticas agrícolas, sistemas de produção amazônicos, agroecossistemas amazônicos, agricultura familiar e desenvolvimento sustentável.

  • Emilie Coudel, CIRAD

    Emilie Coudel é economista ecologica, com formação de engenheira agrônoma e doutorado em economia rural - Montpellier SupAgro (2009). Ela é pesquisadora do CIRAD na unidade de pesquisa SENS (Saberes, Meio Ambiente e Sociedade). Junto com seus principais parceiros, EMBRAPA Amazônia Oriental, Universidade Federal do Pará, Universidade do Oeste do Pará e Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília pelo INCT Odisseia, ela desenvolve projetos de pesquisa-ação no Pará. Ela estuda principalmente quais são as motivações dos atores rurais a se engajar em transições agroecológicas e as estrátegias que eles constroem em relação as mudanças politicas (Codigo Florestal, Municipio Verde, Pagamentos por Serviços Ambientais, Plano de Recuperação Ambiental). Emilie tem se envolvida em desenvolver uma ciência mais cidadã, com processos de co-construção de conhecimento para empoderar agricultores familiares e suas organizações a definir estratégias de consolidação e participar de negociações politicas. Ela co-coordenou junto com IRD e UNB o projeto H2020 Odyssea (Observatory of socio-environmental dynamics in the Amazon) e continua participando do INCT Odisseia, no intuito de reforçar uma rede de pesquisadores para consolidar os meios de vida das populações na Amazônia. Ela co-coordenou junto com Embrapa e UFPA o projeto Refloramaz, sobre restauração florestal por agricultores familiares na Amazônia Orienta e continua coordenando um lote do projeto europeu Desira Sustenta & Inova, sobre a restauração de areas degradadas, em particular com agroflorestas.

Publicado

2026-05-05

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

de Souza Santos, K., Navegantes-Alves, L. de F., & Coudel, E. S. . (2026). Caminhos da recuperação florestal por agricultores familiares no Nordeste da Amazônia brasileira. Redes, 31. https://doi.org/10.17058/j2wv3512