Caracterización biopsicosocial de figuras parentales autores de violencia sexual contra niños y adolescentes
DOI:
https://doi.org/10.17058/psiunisc.v9i.19010Palabras clave:
adolescente, figuras parentales, niño, violencia sexualResumen
Introducción: La violencia sexual se presenta como un fenómeno complejo, que se manifiesta de diferentes formas según las interacciones personales, sociales, políticas y culturales que la moldean. Objetivos: Ante esto, este estudio buscó investigar las características biopsicosociales de figuras parentales involucradas en delitos sexuales contra niños, niñas y adolescentes. Método: Se analizaron datos biopsicosociales extraídos de expedientes judiciales de 294 condenados por delitos sexuales en el estado de Pará, utilizando un Formulario de Caracterización Biopsicosocial. El formulario abarcó información como edad, etnia, religión, escolaridad, ocupación, estado civil y composición familiar. Resultados: Al calcular las frecuencias de las variables, observamos que la mayoría de los autores de violencia eran del sexo masculino, con edad superior a los 30 años al inicio del proceso, autodeclarados pardos, con baja escolaridad y que poseían vínculo con la víctima. La prueba exacta de Fisher indicó resultados estadísticamente significativos al asociar la edad de la primera violencia con las variables 'confesó el delito' y 'grupo etario de la víctima'. Conclusión: El objetivo inicial del estudio fue alcanzado, ya que fue posible mapear las características biopsicosociales de los participantes. Aunque se trata de un trabajo complejo, estudiar a figuras parentales autoras de violencia sexual es importante para comprender integralmente la problemática de la violencia sexual contra niños, niñas y adolescentes.
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