Semiótica é um Método ou uma Disciplina? Análise Bibliométrica da Pesquisa Brasileira em Semiótica
DOI:
https://doi.org/10.17058/signo.v51i101.21154Palavras-chave:
Semiótica, Bibliometria, Produção Científica Brasileira, Interesses de Pesquisa, Método, DisciplinaResumo
A semiótica, ciência dos signos, carrega uma fragmentação originária entre as tradições peirceana, discursiva e da cultura. No Brasil, o campo está em expansão, mas carece de estudos que caracterizem como a pesquisa em semiótica vem sendo praticada. Este artigo realiza uma análise bibliométrica de 4.398 teses e dissertações (2014-2023) filtradas com base nos termos "semiótica", "semiótico" e "semiose". Os resultados revelam uma hegemonia do Sudeste em números absolutos, mas com indicadores que reposicionam o Nordeste e o Centro-Oeste quando considerada a produção relativa; concentração em Linguística, Letras e Artes; a predominância da tradição conhecida como semiótica discursiva (seguida de estudos interdisciplinares, da semiótica peirceana, e da semiótica da cultura); além da prevalência de seis grupos temáticos distintos (linguagens verbais, comunicação e marketing, educação, artes e design, ciências exatas, ciências humanas), que mobilizam a semiótica de maneiras distintas. A análise sugere que, na prática, a semiótica no Brasil não constitui um campo unificado, mas sim um conjunto plural de abordagens que atravessa disciplinas, operando ora como ciência com tradições e objetos próprios, ora como método transversal apropriado por áreas diversas para finalidades específicas.
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