(Re)viver para contar: a importância da experiência com acalantos, parlendas, adivinhas e contação de histórias na formação continuada de professores
DOI:
https://doi.org/10.17058/signo.v51i100.20916Palavras-chave:
BNCC, Educação poética e lúdica, Infância atemporal, Língua materna, Revitalização de memórias afetivasResumo
O rápido avanço tecnológico, embora seja fruto de uma busca por facilitar processos e gerar maior conforto, tem atrofiado relações humanas tanto no âmbito introspectivo quanto interacional. Com vistas a esse movimento, este artigo apresenta a importância de levar para as formações de professores momentos de integração, trazendo consigo o contexto do aconchego e das brincadeiras infantis, tais como acalantos, parlendas, adivinhas e contação de histórias, que de nada mais necessitam além de pessoas, repertórios e afetos. Serão explanados neste trabalho gêneros textuais, cujas características são relevantes para a formação das crianças, conforme prevê também a BNCC – Base Nacional Comum Curricular. A pesquisa está embasada nos estudos teóricos de Veríssimo de Melo, discípulo de Câmara Cascudo, e na experiência poética com as participantes da oficina realizada no XII Colóquio Internacional Leitura e Cognição, da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), no dia 28 de agosto de 2025.
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