Territórios Narrados: mediação leitora situada no programa PTA-FI: eixos CRESE e horizonte decolonial
DOI:
https://doi.org/10.17058/signo.v51i100.20805Palavras-chave:
Territórios narrados, Mediação leitora situada, Formação docente, Horizonte decolonialResumo
Ao longo do tempo e a partir de diversas experiências de trabalho colaborativo entre pares acadêmicos em comunidades de aprendizagem, tem-se evidenciado que as mediações de leitura exigem um maior comprometimento pedagógico por parte do corpo docente nos contextos escolares. Nessa perspectiva, desde o ano de 2015, a Colômbia vem impulsionando processos voltados à recuperação das narrativas do território a partir de um horizonte decolonial, materializados em encontros iniciais de formação com professores, nos quais se aborda uma coleção de literatura infantil e juvenil que fortalece os eixos formativos do programa PTA-FI, o qual busca contribuir para a renovação da educação cidadã. O presente artigo tem como objetivo analisar experiências de mediação leitora situada, a partir da coleção Territórios Narrados, em diferentes contextos educacionais, por meio do desenvolvimento de laboratórios de literatura com professores. A partir de uma abordagem qualitativa, examinam-se concepções de promoção, animação e mediação da leitura, bem como suas implicações na construção de sentidos, no reconhecimento do território e na formação integral dos estudantes. Os resultados evidenciam que o acesso sistemático a obras literárias contextualizadas favorece a apropriação crítica do entorno, o diálogo sobre o fortalecimento dos vínculos comunitários e o desenvolvimento de aprendizagens humanistas. Conclui-se que a formação para uma mediação leitora, concebida sob uma perspectiva situada e decolonial, constitui uma estratégia relevante para a consolidação de práticas pedagógicas mais inclusivas e contextualizadas no âmbito do programa PTA-FI.
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