Quem não tem medo de Virginia Woolf: as traduções da Livraria do Globo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17058/signo.v51i100.20734

Palavras-chave:

Modernismo anglófono, Livraria do Globo, Virginia Woolf, Erico Verissimo

Resumo

A literatura modernista no Brasil, se observada pelo ponto de vista do movimento paulista, tem vínculos muito profundos com a cultura francesa. No entanto, outras vertentes, com outras línguas de origem, parecem ter sido importantes para a constituição da multiplicidade de correntes do modernismo brasileiro. Destaca-se com particular relevância o papel da Livraria do Globo, encabeçada por Henrique Bertaso e Erico Verissimo, como fomentadora de traduções, principalmente de textos em língua inglesa. O presente trabalho busca reconstituir o panorama em que as iniciativas voltadas às traduções de obras formalmente inovadoras foram encetadas pela editora gaúcha. A partir da análise da percepção da crítica no caso da obra da escritora inglesas Virginia Woolf, é possível vislumbrar a importância e a originalidade da Coleção Nobel para a formação de um novo corpo de escritores brasileiros.

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Biografia do Autor

  • Monica Chagas da Costa, Universidade Federal de Santa Maria

    Professora do Departamento de Letras Vernáculas na Universidade Federal de Santa Maria. Doutora em Letras - Estudos da Literatura, pelo Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com período de doutorado sanduíche realizado na Universidade de Oxford, na Inglaterra. Mestre na área de Estudos da Literatura, especialidade Literaturas Estrangeiras Modernas de Língua Inglesa, também pela UFRGS. Tem experiência no ensino de literaturas de língua portuguesa e inglesa. Tem interesse nas áreas de história da literatura, literatura do século XIX, literatura inglesa, e literatura de autoria feminina. Foi bolsista de pós-doutorado júnior no programa de Pós-Graduação de Estudos da Literatura na Universidade Federal Fluminense, em projeto de pesquisa sobre a gravidez na imprensa de autoria feminina brasileira do final do século XIX.

  • Lucas da Cunha Zamberlan, Universidade Federal de Santa Maria

    Doutorando em Letras no Programa de Pós-Graduação em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria (2014), é bolsista CAPES. Obteve o título de Mestre (2014) pela instituição com a dissertação A velocidade e a simultaneidade na configuração fragmentada da urbe em Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato. Atualmente desenvolve pesquisas na área de Literatura Comparada e atua como docente em Literatura Brasileira, com ênfase em Literatura dos séculos XX e XXI.

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Publicado

2026-02-25

Como Citar

Chagas da Costa, M., & Zamberlan, L. da C. (2026). Quem não tem medo de Virginia Woolf: as traduções da Livraria do Globo. Signo, 51(100), 02-11. https://doi.org/10.17058/signo.v51i100.20734