Quem não tem medo de Virginia Woolf: as traduções da Livraria do Globo
DOI:
https://doi.org/10.17058/signo.v51i100.20734Palavras-chave:
Modernismo anglófono, Livraria do Globo, Virginia Woolf, Erico VerissimoResumo
A literatura modernista no Brasil, se observada pelo ponto de vista do movimento paulista, tem vínculos muito profundos com a cultura francesa. No entanto, outras vertentes, com outras línguas de origem, parecem ter sido importantes para a constituição da multiplicidade de correntes do modernismo brasileiro. Destaca-se com particular relevância o papel da Livraria do Globo, encabeçada por Henrique Bertaso e Erico Verissimo, como fomentadora de traduções, principalmente de textos em língua inglesa. O presente trabalho busca reconstituir o panorama em que as iniciativas voltadas às traduções de obras formalmente inovadoras foram encetadas pela editora gaúcha. A partir da análise da percepção da crítica no caso da obra da escritora inglesas Virginia Woolf, é possível vislumbrar a importância e a originalidade da Coleção Nobel para a formação de um novo corpo de escritores brasileiros.
Downloads
Referências
AMORIM, Sônia Maria de. Em busca de um tempo perdido: edição de literatura traduzida pela Editora Globo (1930-1950). São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo; Porto Alegre: Editora da Universidade UFRGS, 1999.
ANDRADE, Oswald de. Manifesto da poesia Pau Brasil, Correio da Manhã. Rio de Janeiro, 18/03/1924, pp. 5.
ANDRADE, Oswald. Pau Brasil. São Paulo: EDUSP / Editora UFMG / Imprensa Oficial, 2003.
CARDOSO, Rafael. Modernismo e contexto político: a recepção da arte moderna no Correio da Manhã (1924-1937). Revista de História – USP, n. 172, 2015, pp. 335-365.
CONDÉ, José. Um romance de Virgínia Woolf. Correio da Manhã – Segunda Seção, Rio de Janeiro, 25/08/1946, p.1.
GOMES, Angela de Castro. Essa gente do Rio... os intelectuais cariocas e o modernismo. Estudos Históricos, vol. 6, n. 11, 1993, pp. 62-77.
LINS, Álvaro. Romances. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 28/12/1940, pp.2.
LINS, Álvaro. Romance Lírico. Correio da Manhã – Segunda Seção, Rio de Janeiro, 11/02/1944, p.2.
MACHADO, Ubiratan. Pequeno guia histórico das livrarias brasileiras. São Paulo Ateliê Editorial, 2008.
PEREIRA, Lúcia Miguel. Dualidade de Virginia Woolf. Correio da Manhã – Segunda Seção, Rio de Janeiro, 21/05/1944, p.1.
PEREIRA, Lúcia Miguel. Critica e feminismo. Correio da Manhã – Segunda Seção, Rio de Janeiro, 04/06/1944, p.1.
PEREIRA, Lúcia Miguel. O big-bem e o carrilhão fantasista. Correio da Manhã – Segunda Seção, Rio de Janeiro, 18/06/1944, p.1.
PORTO, Manuela. Virginia Woolf. Correio da Manhã – Segunda Seção, Rio de Janeiro, 11/08/1946, p.1.
SEVSENKO, Nicolau. Literatura como missão. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2009.
TORRESINI, Eisabeth Rochadel. Editora Globo: uma aventura editorial nos anos 30 e 40. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo; Porto Alegre: Editora da Universidade UFRGS, 1999.
VERISSIMO, Erico. Um certo Henrique Bertaso. Rio de Janeiro: Editora Globo, 1996.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Declaro(amos) que o artigo submetido é pessoal, inédito, não representando reprodução, ainda que parcial, de obras de terceiros, assumindo a responsabilidade por todas as colocações e conceitos emitidos, bem como também autorizo(amos) sua publicação pela revista Signo, Universidade de Santa Cruz do Sul. Declaro(amos) exonerar a APESC/UNISC de todas e quaisquer responsabilidades, e indenizá-la por perdas e danos que venha a sofrer em caso de contestação (da originalidade e dos conceitos e ideias); Declaro(amos), caso o artigo seja aceito e publicado pela revista Signo, a cedência e transferência de forma definitiva e perpétua, irrevogável e irretratável, para a APESC, dos seus direitos autorais patrimoniais referentes ao artigo denominado nesta declaração, para utilização da APESC em finalidade educacional. Concordo(amos) e estou(amos) ciente(s) de que a publicação eletrônica é de livre acesso, regida com uma Licença Os autores que publicam na Signo retêm os direitos autorais de seu trabalho, licenciando-o sob a Creative Commons Attribution License que permite que os artigos sejam reutilizados e redistribuídos sem restrições, desde que o trabalho original seja corretamente citado. A Signo é propriedade da Associação Pró-Ensino em Santa Cruz do Sul e hospeda na plataforma Open Journal System. Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.