Ainda empaquitados? Corpo, memória e persistência estética no Brasil pós-televisivo
DOI:
https://doi.org/10.17058/rzm.v15i1.21143Palavras-chave:
anos 1980 e 1990, cultura televisiva brasileira, empaquitamento afetivo , memória corporal, padrões estéticosResumo
Este artigo analisa a permanência de referenciais estéticos televisivos das décadas de 1980 e 1990 no Brasil contemporâneo, a partir da questão: “Ainda estamos empaquitados?”. O problema central consiste em compreender como esses padrões persistem em um contexto que reivindica diversidade corporal. Metodologicamente, trata-se de um ensaio teórico-analítico, fundamentado em revisão bibliográfica nos campos da memória coletiva, memória cultural, cultura visual e estudos de gênero. Como contribuição, propõe-se o conceito de empaquitamento afetivo como regime de memória corporal, evidenciando que determinados padrões estéticos permanecem como matrizes implícitas de reconhecimento, mesmo diante da ampliação discursiva da diversidade na cultura digital.
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