Ser, estar e narrar o mundo: dimensões existenciais e simbólicas em Valter Hugo Mãe

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17058/rzm.v15i1.21114

Palavras-chave:

Existência;, Afeto, Alteridade;, Literatura, Poética.

Resumo

Este artigo analisa as dimensões existenciais e simbólicas da obra de Valter Hugo Mãe a partir dos romances As mais belas coisas do mundo (2019) e O paraíso são os outros (2014), nos quais a infância ocupa lugar central como forma de apreensão do mundo. Em ambos os textos, a voz infantil, marcada por simplicidade poética e intensidade afetiva, observa a realidade com assombro e lucidez, convertendo a experiência cotidiana em reflexão sobre o ser, o amor e a convivência. No primeiro romance, a aprendizagem se constrói pelo afeto, pela beleza e pela experiência da morte; no segundo, o amor e a alteridade fundamentam uma ética da felicidade compartilhada. A infância emerge, assim, como chave epistemológica e filosófica, capaz de narrar o mundo em sua complexidade a partir da inocência lúcida. A análise desenvolve-se em quatro eixos: infância e iniciação ao ser; pedagogia do afeto; morte e amor como passagens simbólicas; e beleza e alteridade como princípios éticos e estéticos.

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Biografia do Autor

  • Rodrigo Felipe Veloso, Unimontes

    Pós-doutor em Letras: Estudos Literários pela UFMG; Doutor em Letras: Estudos Literários pela UFJF; Docente no  Departamento de Comunicação e Letras da Unimontes. Membro permanente do Grupo Interdisciplinar de Estudos Literários Lusófonos (GIELLUS - UEPB), no Núcleo de Estudos Judaícos (NEJ-UFMG), sobre a diáspora e memória na literatura de escritoras judias no Brasil (UNIMONTES) e no projeto de extensão Resgatando a dignidade e a liberdade por meio da leitura (UNIMONTES). rodrigof_veloso@yahoo.com.br. Orcid: https://orcid.org/0000-0001-7840-584X. 

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Publicado

2026-07-02

Como Citar

Veloso, R. F. (2026). Ser, estar e narrar o mundo: dimensões existenciais e simbólicas em Valter Hugo Mãe. Rizoma, 15(1), 121-136. https://doi.org/10.17058/rzm.v15i1.21114