Ser, estar e narrar o mundo: dimensões existenciais e simbólicas em Valter Hugo Mãe
DOI:
https://doi.org/10.17058/rzm.v15i1.21114Palavras-chave:
Existência;, Afeto, Alteridade;, Literatura, Poética.Resumo
Este artigo analisa as dimensões existenciais e simbólicas da obra de Valter Hugo Mãe a partir dos romances As mais belas coisas do mundo (2019) e O paraíso são os outros (2014), nos quais a infância ocupa lugar central como forma de apreensão do mundo. Em ambos os textos, a voz infantil, marcada por simplicidade poética e intensidade afetiva, observa a realidade com assombro e lucidez, convertendo a experiência cotidiana em reflexão sobre o ser, o amor e a convivência. No primeiro romance, a aprendizagem se constrói pelo afeto, pela beleza e pela experiência da morte; no segundo, o amor e a alteridade fundamentam uma ética da felicidade compartilhada. A infância emerge, assim, como chave epistemológica e filosófica, capaz de narrar o mundo em sua complexidade a partir da inocência lúcida. A análise desenvolve-se em quatro eixos: infância e iniciação ao ser; pedagogia do afeto; morte e amor como passagens simbólicas; e beleza e alteridade como princípios éticos e estéticos.
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