EFETIVIDADE DE INTERVENÇÕES EM PESSOAS IDOSAS ROBUSTAS E PRÉ FRÁGEIS: REVISÃO SISTEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.17058/00c7bt30Palavras-chave:
Fragilidade, Intervenção Terapêutica, Idoso, Pré-frágeis, Idosos robustos, Revisão SistemáticaResumo
Objetivo: Analisar a efetividade de intervenções para prevenção da fragilidade em pessoas idosas robustas e pré-frágeis. Método: Foi realizada uma revisão sistemática, de acordo com a metodologia proposta pelo Joanna Briggs Institute (JBI), com estudos publicados entre 2018 e 2023, com as palavras-chaves “prevenção”, “fragilidade”, “pessoas mais velhas”, “intervenção”, e termos correlatos. Foram incluídos estudos que descrevessem intervenções para prevenção da fragilidade em idosos, robustos e pré-frágeis, com idade igual ou maior a 60 anos. Para avaliar a qualidade metodológica dos artigos de Ensaios Clínicos Randomizados (ECRs), foi utilizado a Escala PEDro, e para estudos não randomizados (NRSs) utilizou-se a ferramenta Newcastle Ottawa Scale (NOS). Resultados: Foram identificados 15 estudos elegíveis. Entre eles, 8 ECRs apresentaram alto rigor metodológico e qualidade elevada, enquanto 3 NRSs alcançaram classificação de alta qualidade. As intervenções analisadas incluíram programas de exercícios físicos, estratégias nutricionais, estímulos cognitivos e abordagens combinadas. Observou-se que intervenções multidimensionais e multicomponentes, ao integrarem componentes físicos, cognitivos e nutricionais, demonstraram maior potencial de efetividade, resultando em melhora de parâmetros funcionais, redução do risco de fragilidade e promoção da autonomia em pessoas idosas. A maioria dos estudos relatou desfechos positivos, embora a heterogeneidade metodológica e a variabilidade dos contextos tenham limitado comparações diretas. Conclusão: Os achados sugerem que intervenções multicomponentes e integradas representam estratégias promissoras para prevenção da fragilidade em idosos robustos e pré-frágeis. Ainda assim, são necessários estudos adicionais, com foco em intervenções individualizadas para consolidar evidências e orientar a implementação em políticas públicas e práticas de cuidado
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