ASSOCIAÇÃO ENTRE NÍVEIS DE ATIVIDADE FÍSICA, SEDENTARISMO E SINTOMAS DEPRESSIVOS EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DO BRASIL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17058/y0c05n92

Palavras-chave:

Exercício físico, Comportamento sedentário, Depressão, Estudantes, Estudos transversais

Resumo

Introdução: A depressão é um transtorno mental que atinge milhões de pessoas em todo o mundo, caracterizada por tristeza persistente e falta de interesse ou prazer em atividades anteriormente gratificantes ou agradáveis. Objetivo: avaliar a prevalência e a associação dos níveis de atividade física, sedentarismo e sintomas depressivos em estudantes universitários. Método: estudo associativo, de corte transversal investigando os níveis de atividade física e sintomas depressivos. Resultados: dos 529 estudantes participantes, 43,9% foram considerados sedentários, 42,9% moderadamente ativos e 13,2% intensamente ativos. As mulheres apresentaram maior prevalência de sintomas depressivos suaves (39,5%), os homens, maior prevalência de nenhum ou mínimos sintomas (43,8%). Entre os estudantes intensamente ativos houve maior prevalência de nenhum ou mínimos sintomas depressivos (45,7%) do que de sintomas depressivos moderados (10%). As análises demonstraram que menor idade, mulheres e menores níveis de atividade física possuem maior chance de apresentar sintomas depressivos. Conclusão: durante a pandemia de COVID-19, os níveis de atividade física, sedentarismo e sintomas depressivos estiveram associados, indicando maior prevalência de sintomas depressivos severos entre as mulheres, estudantes mais jovens e que passam mais tempo sentado.

Palavras-chave: Exercício físico; Comportamento sedentário; Depressão; Estudantes, Estudos transversais.

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Publicado

2026-03-01

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL

Como Citar

Fin, L., Rocha Costa, R., Gomes Bracht, C., Monteiro dos Santos , M., & Tiggemann, C. L. (2026). ASSOCIAÇÃO ENTRE NÍVEIS DE ATIVIDADE FÍSICA, SEDENTARISMO E SINTOMAS DEPRESSIVOS EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DO BRASIL . Revista Interdisciplinar De Promoção Da Saúde, 9. https://doi.org/10.17058/y0c05n92