EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE PARA O RECONHECIMENTO DO AVC: ESTUDO DE INTERVENÇÃO.

Autores

  • Andreza Maria Luzia Baldo de Souza Faculdade de Odontologia de Piracicaba FOP/UNICAMP
  • Enoque Fernandes de Araújo
  • Antonio Carlos Pereira
  • Marcelo de Castro Meneghim

DOI:

https://doi.org/10.17058/w1303s47

Palavras-chave:

Educação em saúde, Acidente Vascular Cerebral, Atenção primária em saúde, Saúde Pública

Resumo

Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade globalmente, especialmente em populações vulneráveis. O reconhecimento precoce de seus sinais e sintomas é desafiador em comunidades com menor acesso à informação. Objetivo: Este estudo avaliou o impacto da Educação Permanente em Saúde no conhecimento sobre sinais, sintomas e fatores de risco do AVC em usuários de unidades de saúde da família. Método: Após aprovação ética, aplicou-se um questionário a 19 participantes antes e 10 após uma intervenção educativa composta por palestras, folders e gibis. Resultados: O teste de Wilcoxon revelou melhorias significativas no reconhecimento dos sinais de AVC (Z = -3,41, p < 0,001) e fatores de risco, como hipertensão e colesterol elevado (Z = -3,12, p < 0,001). Todos os participantes relataram buscar ajuda imediatamente após a intervenção (Z = -3,80, p < 0,001). As correlações de Pearson demonstraram redução na influência da idade, escolaridade e renda sobre o conhecimento após a intervenção. Esses resultados destacam a eficácia de estratégias educativas adaptadas para ampliar o conhecimento da população sobre o AVC. Conclusão: A implementação de materiais didáticos e atividades práticas mostrou-se essencial para a conscientização e promoção da saúde em contextos comunitários.

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Publicado

2026-02-01

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL

Como Citar

Baldo de Souza, A. M. L., Araújo, E. F. de ., Pereira, A. C. ., & Meneghim, M. de C. . (2026). EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE PARA O RECONHECIMENTO DO AVC: ESTUDO DE INTERVENÇÃO. Revista Interdisciplinar De Promoção Da Saúde, 9. https://doi.org/10.17058/w1303s47