MORTALIDADE DE INDÍGENAS MENORES DE UM ANO NO PARANÁ – 2010 A 2020

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17058/rips.v8i2.19473

Palavras-chave:

Mortalidade indígena, Mortalidade infantil, Povos indígenas, Saúde de Populações Indígenas

Resumo

Objetivo: identificar o perfil de mortalidade de crianças indígenas menores de um ano, residentes no Paraná entre 2010 e 2022. Método: pesquisa descritiva, quantitativa realizada por meio dos dados do Sistema de Informação de Mortalidade, do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil. Resultados: as principais causas de mortalidade foram afecções originadas no período perinatal 40,77%, doenças do aparelho respiratório 15,38% e malformações congênitas 16,96%. Houve prevalência de óbitos no sexo masculino 54,62%, no período pós-neonatal 48,46%, nascidas de parto vaginal 57,69%, entre 37 e 41 semanas de gestação 31,54% e com 3.000 a 3.999 kg, 25,38%. Conclusão: entre as características distintivas, destaca-se a vulnerabilidade enfrentada por essa população por meio de óbitos entre crianças de baixo peso e prematuras, no período pós-neonatal, especialmente em casos associados a mães adolescentes. Assim, torna-se imperativo implementar ações específicas de políticas de saúde direcionadas aos indígenas, visando mitigar essas disparidades.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo demográfico 2024. Resultados gerais da amostra. Brasília [Internet]. IBGE; 2024. [Acesso em 05 jan 2024]

Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/censo-demografico/demografico-2022/universo-caracteristicas-dos-domicilios

Terras Indígenas. Terras Indígenas no Brasil – ISA Brasília [internet]. Brasil, 2024 [Acesso em 21 fev 2024]. Disponível em: https://terrasindigenas.org.br/

Corrêa PKV, Lobato RV, Santos FV dos, et al. Indigenous infant mortality: evidence about the theme. Cogitare Enfermagem. 2020; 25(0). doi: http://dx.doi.org/10.5380/ce.v25i0.70215

Alves FTA, Prates EJS, Carneiro LHP, et al. Proportional mortality in Brazil’s indigenous

population in the years 2000, 2010, and 2018. Saúde em Debate [Internet]. 2021; 45(1):691–706. doi: https://doi.org/10.1590/0103-1104202113010

Adamski K, Silva TG da, Pereira PP da S, et al. Mortalidade infantil por causas evitáveis em macrorregião de saúde: série temporal 2007 a 2020. REAS 2022; 15(8):e10545. doi: https://doi.org/10.25248/reas.e10545.2022

United Nations. Transforming our world: the 2030 Agenda for Sustainable Development. 2016. [Acesso em 31 out 2024]. Disponível em: Disponível em:

https://sustainabledevelopment.un.org/post2015/transformingourworld

Sanders LS de C, Pinto FJM, Medeiros CRB de, Sampaio RMM, Viana RAA, Lima KJ. Mortalidade infantil: análise de fatores associados em uma capital do Nordeste brasileiro. Cad saúde colet 2017; 25(1):83–9. doi: https://doi.org/10.1590/1414-462X201700010284

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo demográfico 2010. Resultados gerais da amostra. Brasília [Internet]: IBGE; 2024. [Acesso em 05 jan 2024]

Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/censo-demografico/demografico-2022/universo-caracteristicas-dos-domicilios

Hug L, Alexander M, You D, et al. National, regional, and global levels and trends in neonatal mortality between 1990 and 2017, with scenario-based projections to 2030: a systematic analysis [Internet]. The Lancet Global Health. 2019 [Acesso em 15 de maio 2024] Jun.; 6:710–e720. Disponível em: https://data.unicef.org/resources/neonatal-mortality-between-1990-and-2017-systematic-analysis/

Brasil. Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Sistema de Informação de Mortalidade. Brasília [Internet]: DATASUS; 2024. [Acesso em 12 maio 2024] Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/

Lima MLA, Rêgo LM, Corrêa PKV, Trindade L de NM, Rodrigues ILA, Nogueira LMV. Infant mortality among indigenous people in the state of Pará. Rev. Eletr. Enferm. [Internet] 2020; 22:61719. Disponível em: https://revistas.ufg.br/fen/article/view/61719

Lansky S, Friche AAL, Silva AAM, et al. Birth in Brazil survey: neonatal mortality, pregnancy and childbirth quality of care. Cad. Saúde Pública. 2014; 30:S192–207. doi: https://doi.org/10.1590/0102-311X00133213

Lima CMDA, Alcântara KD, Sóglia AMD, et al. Iniciação sexual, gestação, parto e puerpério em comunidades indígenas do Brasil: uma breve revisão integrativa. Rev. Saúde Pública Mato Grosso do Sul (Online). 2018;86:101. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1141388

Alkema L, Chao F, You D, et al. National, regional, and global sex ratios of infant, child, and under-5 mortality and identification of countries with outlying rations: a systematic assessment. Lancet Glob Health. 2014; 2:e521–30. doi: https://doi.org/10.1016/S2214-109X(14)70280-3

Brasil. Ministério da Saúde. Saúde indígena: análise da situação de saúde no SasiSUS. Ministério da Saúde, Brasília [Internet]: Ministério da Saúde, 2019 [acesso em 04 maio de 2024]. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/bvsms/resource/pt/mis-40418

Marinho GL, Borges GM, Paz EPA, et al. Mortalidade infantil de indígenas e não indígenas nas microrregiões do Brasil. Rev. Bras. Enferm. 2019; 72(1). doi: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2017-0646

Braga CMR, Nogueira LMV, Trindade L de NM, Rodrigues ILA, André SR, Silva IFS da, et al. Suicide in indigenous and non-indigenous population: a contribution to health management. Rev. Bras. Enferm. 2020; 73:e20200186. doi: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2020-0186

Caldas ADR, Santos RV, Borges GM, et al. Mortalidade infantil segundo cor ou raça com base no Censo Demográfico de 2010 e nos sistemas nacionais de informação em saúde no Brasil. Cad Saúde Pública. 2017; 33(7):e00046516. doi: https://doi.org/10.1590/0102-311X00046516

Bonatti AF, Silva AMC da, Muraro AP. Mortalidade infantil em Mato Grosso, Brasil: tendência entre 2007 e 2016 e causas de morte. Ciênc saúde coletiva. 2020; 25(7):2821–30. doi: https://doi.org/10.1590/1413-81232020257.28562018

Campos MB de, Borges GM, Queiroz BL, Santos RV. Diferenciais de mortalidade entre indígenas e não indígenas no Brasil com base no Censo Demográfico de 2010. Cad. Saúde Pública. 2017; 33(5):e00015017. doi: https://doi.org/10.1590/10.1590/0102-311X00015017

Anderson I, Robson B, Connolly M, Al-Yaman F, Bjertness E, King A, et al. Indigenous and tribal peoples’ health (The Lancet–Lowitja Institute Global Collaboration): a population study. Lancet 2016; 388:131–157. doi: https://doi.org/10.1016/S0140-6736(16)00345-7

Barreto, CTG, Tavares, FG, Theme-Filha, M. et al. Low birthweight, prematurity, and intrauterine growth restriction: results from the baseline data of the first indigenous birth cohort in Brazil (Guarani Birth Cohort). BMC 2020; 20;748. doi: https://doi.org/10.1186/s12884-020-03396-8

Shah, P. S., Zao, J., Al-Wassia, H., Shah, V. Pregnancy and neonatal outcomes of aboriginal women: a systematic review and meta-analysis. Women's health issues: official publication of the Jacobs Institute of Women's Health. 2011;21(1):28–39. doi: https://doi.org/10.1016/j.whi.2010.08.005

Leal MC, Esteves-Pereira AP, Nakamura-Pereira M, et al. Prevalence and risk factors s related to preterm birth in Brazil. Reprod Health. 2016;13(Suppl 3):127. doi: https://doi.org/10.1186/s12978-016-0230-0

Mitrou F, Cooke M, Lawrence D et al. Gaps in Indigenous disadvantage are not eliminated: a census cohort study of social determinants of health in Australia, Canada and New Zealand 1981-2006. BMC Saúde Pública. 2014;14:201. doi: https://doi.org/10.1186/1471-2458-14-201

Oosman S, Nisbet C, Smith L, Abonyi S. Health promotion interventions supporting Indigenous healthy ageing: a scoping review. Int J Circumpolar Health. 2021;80(1):1950391. doi: https://doi.org/10.1080/22423982.2021.1950391

Reweti A, Severinsen C. Waka ama: An exemplar of indigenous health promotion in Aotearoa New Zealand. Health Promot J Austr. 2022;33 Suppl 1(Suppl 1):246-254. doi: https://doi.org/10.1002/hpja.632

Varcoe C, Ford-Gilboe M, Browne AJ, Perrin N, Bungay V, McKenzie H, Smye V, Price Elder R, Inyallie J, Khan K, Dion Stout M. The Efficacy of a Health Promotion Intervention for Indigenous Women: Reclaiming Our Spirits. J Interpers Violence. 2021;36(13-14):NP7086-NP7116. doi: https://doi.org/10.1177/0886260518820818

Smylie J, Kirst M, McShane K, Firestone M, Wolfe S, O'Campo P. Understanding the role of Indigenous community participation in Indigenous prenatal and infant-toddler health promotion programs in Canada: A realist review. Soc Sci Med. 2016;150:128-43. doi: https://doi.org/10.1016/j.socscimed.2015.12.019

Bezerra R, Souza B, Araujo S, Sá E. Incompleteness of death records due to aplastic anemia in the mortality information system, Brazil, 2000 to 2020. Hematology, Transfusion and Cell Therapy [Internet]. 2022;44:S58. doi: https://doi.org/10.1016/j.htct.2022.09.096

Downloads

Publicado

2025-07-03

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL

Como Citar

MORTALIDADE DE INDÍGENAS MENORES DE UM ANO NO PARANÁ – 2010 A 2020. (2025). Revista Interdisciplinar De Promoção Da Saúde, 8(2), 106-115. https://doi.org/10.17058/rips.v8i2.19473