ESTRATÉGIAS DE CONTROLE E PREVENÇÃO DAS DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS EM ESTADOS DO NORDESTE
DOI:
https://doi.org/10.17058/rips.v8i2.19793Palavras-chave:
Doenças crônicas, Nordeste, Promoção da saúde, Políticas PúblicasResumo
Introdução: As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) são um dos principais desafios de saúde pública no Brasil, sendo responsáveis por cerca de 74% das mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Nordeste, essa realidade se agrava devido à desigualdade socioeconômica, dificuldades no acesso à saúde e maior exposição a determinantes sociais, como subemprego e moradia precária. Nesse contexto, políticas públicas de promoção da saúde são essenciais para a prevenção e o controle dessas doenças. Objetivos: Analisar a implementação, os desafios e os impactos dos programas HIPERDIA, Saúde na Escola (PSE) e Academia da Saúde (PAS) na prevenção das DCNTs e na promoção da saúde no Nordeste do Brasil. Metodologia: Trata-se de uma Revisão narrativa da literatura, realizada nas bases SciELO, LILACS e BVS, além da análise de documentos oficiais. Foram utilizados descritores como "doenças crônicas", "promoção da saúde", "políticas públicas" e “Nordeste”, considerando estudos publicados entre 2014 e 2024. A análise ocorreu qualitativamente por categorização temática. Resultados: A pesquisa evidenciou que as políticas públicas de promoção à saúde colaboram significativamente para o combate das DCNTs e para melhoria da qualidade de vida da população Nordestina, porém encontrou-se inúmeros desafios que impedem o maior alcance dessas estratégias. Considerações finais: as evidências encontradas denotam a necessidade do Estado efetivar medidas concretas referente a melhoria das estratégias analisadas, sendo fundamental o aumento dos recursos financeiros investidos nesses programas públicos visando o aprimoramento e a plena efetividade dos mesmos.
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