Comportamento comunicativo em oncologia: perspectiva de médicos e pacientes

Autores

  • Bruna Madrid da Rosa Universidade do Vale do Rio dos Sinos
  • Miguel Luis Alves de Souza Universidade do Vale do Rio dos Sinos
  • Aline Fernandes Lopes Universidade do Vale do Rio dos Sinos
  • Elisa Kern de Castro Universidade do Vale do Rio dos Sinos

DOI:

https://doi.org/10.17058/rips.v1i2.11963

Resumo

Objetivo: examinar e comparar as percepções de médicos e pacientes a respeito do comportamento comunicativo do médico que atua na oncologia. Método: participaram 58 médicos e 68 pacientes adultos com diagnóstico de diferentes tipos e estágios da doença. Os participantes responderam a um Questionário sociodemográfico e ao Questionário do comportamento comunicativo do médico - versão de médicos e pacientes. Resultados: sugeriram que as percepções sobre o comportamento comunicativo do médicos e pacientes foram significativamente diferentes no que se refere às dimensões Desafio, Encorajamento e elogio e Controle. Conclusão: os médicos perceberam que seu comportamento comunicativo é mais positivo do que os pacientes. É importante que médicos e pacientes se comuniquem de forma clara afim de favorecer uma boa relação e promover bons resultados do tratamento.

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Biografia do Autor

  • Bruna Madrid da Rosa, Universidade do Vale do Rio dos Sinos
    Psicóloga, mestre em Psicologia Clínica pela Unisinos
  • Miguel Luis Alves de Souza, Universidade do Vale do Rio dos Sinos
    Graduando em Psicologia na Unisinos, bolsista de iniciação científica CNPq
  • Aline Fernandes Lopes, Universidade do Vale do Rio dos Sinos
    Psicóloga, bolsista de apoio técnico CNPq
  • Elisa Kern de Castro, Universidade do Vale do Rio dos Sinos
    Professora do PPG Psicologia Unisinos, Doutora em Psicologia Clínica e da Saúde (Universidade Autônoma de Madri), pós-doutorado na Universidade de Salamanca

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Publicado

2018-10-10

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL

Como Citar

Comportamento comunicativo em oncologia: perspectiva de médicos e pacientes. (2018). Revista Interdisciplinar De Promoção Da Saúde, 1(2), 105-111. https://doi.org/10.17058/rips.v1i2.11963